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O técnico Cuca, o mesmo que por vezes no Botafogo considerava desnecessárias concentrações, agora decidiu fazer o contrário no Santos e ampliou o regime fechado na Vila. O treinador argumenta que o momento do time no Brasileiro não lhe permite liberar atletas para baladas e outros eventos noturnos.
"Estamos cansados de ver jogadores na antevéspera de jogo sair, ficar na rua até as quatro, cinco da manhã e ainda fazerem besteiras por aí. Não que tenha isso aqui, mas quero evitar", alertou. Desde a noite de terça o elenco santista está concentrado no CT Rei Pelé, onde permanece até sexta, seguindo para Curitiba para enfrentar o Atlético-PR, na Arena da Baixada, no sábado. O Santos não vence há cinco rodadas e figura na zona de rebaixamento do Nacional, 17º lugar com seis pontos em oito jogos. Para driblar a imagem linha-dura deixada por Emerson Leão, temida pelos atletas, Cuca avisa não ser adepto de "regimes militares", destacou ser necessário o comprometimento geral neste período irregular do clube e avisou aos jogadores de que terão uma noite de folga, ainda sem data definida. Bem-humorado, o treinador santista acrescentou que não será tão ruim assim ficar uns dias a mais no CT, já que opções de divertimento não faltarão. "A comida aqui é boa. Tem pebolim, sinuca, carteado, TV a cabo. Eles terão o teipe de jogos do Atlético. É uma delícia. Ninguém aqui é nazista. Eu também gosto de ficar em casa", lista. Segundo Cuca, no Botafogo foi possível reduzir períodos em concentrações graças á contribuição do próprio elenco carioca, o que ainda não ocorre no Santos. "Lá não precisava. Chegou a um ponto no Botafogo que se algum jogador saísse na hora errada de casa os outros jogadores vigiavam e me avisavam. Aqui o grupo ainda está sendo montado, por isso tem que ampliar a concentração", justifica. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |