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Um faz questão de assumir o estilo "falo o que penso", sendo sempre o porta-voz do time quando a fase não está boa. O outro age com enorme discrição e quase nunca dá as caras à imprensa. As diferenças não param por aí entre Marcos, 34, e Felipe, 20, goleiros de Palmeiras e Santos, respectivamente, rivais nesta quinta, no Parque Antarctica.
"Eu estava na areia movediça, só com os olhinhos pra fora, quando o Vanderlei [Luxemburgo] me pegou. Tenho que agradecer a tanta gente nessa hora que nem sei por onde começar", disse o pentacampeão mundial após o título paulista, em maio, ilustrando seu recomeço no time depois de dois anos de inatividade por causa de seguidas lesões. Ao contrário de 'Marcão', Felipe vislumbra um futuro promissor pela frente e, portanto, estuda cuidadosamente cada passo na carreira. Tanto que sua renovação com o Santos já virou novela (o contrato atual termina no final de agosto). Seu empresário, Wagner Ribeiro, cobra maior valorização de Felipe para renovar e alega que o São Paulo está disposto a tirar o goleiro da Vila, ressaltando que Rogério Ceni até já teria avalizado a chegada de Felipe para herdar a meta são-paulina. O agente acrescenta que o jovem tem sondagem também do Milan.
Diante de um pacato Felipe, Marcos ensina o jovem santista a se blindar em meio a tantos obstáculos na vida de um goleiro. "Clássico para qualquer goleiro é sempre uma emoção diferente, pois a tradição e a rivalidade pesam bastante. Mas acho que o Felipe precisa ter tranqüilidade e manter aquilo que vem fazendo. Ele já provou sua capacidade ao subir para o time profissional", orientou o veterano palmeirense. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s) |