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24/07/2008 - 12h27

Má fase de gringos armadores complica Palmeiras e Santos

Bruno Thadeu e Carlos Padeiro
Em Santos e em São Paulo
Dois atletas estrangeiros desfilaram nos campos brasileiros com as camisas de Palmeiras e Santos durante os primeiros meses de 2008. Entretanto, a situação atual é diferente, e o chileno Valdivia e o colombiano Molina lutam contra a má fase no clássico paulista desta quinta-feira, que será disputado às 20h30 no estádio do Parque Antarctica.

Ricardo Nogueira/Folha Imagem
O chileno Valdivia tenta reencontrar a alegria de jogar futebol no Palmeiras
Ricardo Nogueira/Folha Imagem
O colombiano Molina tem a missão de comandar o Santos ao topo do Brasileirão
SANTOS X PALMEIRAS
PÁGINA DO PALMEIRAS
PÁGINA DO SANTOS
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Considerado o melhor jogador do Campeonato Paulista e o segundo melhor da última edição do Brasileiro, Valdivia não consegue repetir as boas atuações no Nacional de 2008. Com seu nome envolvido em negociações e especulações, o meio-campista marcou apenas um gol em 11 jogos.

Antes da 14ª rodada do certame, o camisa 10 palmeirense aparecia como o atleta mais acionado do Brasileirão, segundo o Datafolha. Em 11 partidas, recebeu em média 35 bolas. Porém, era o quinto no ranking de bola perdidas - foi desarmado 7,7 vezes por jogo.

Em 2007, Valdivia era o principal driblador do Brasileiro. Esse ano, caiu para 12° no ranking, com 3,1 dribles a cada vez que entrou em campo. A queda de rendimento é um dos motivos para o chileno de 24 anos fugir da imprensa.

"Maestro" do Santos na Copa Libertadores, Molina sofreu queda acentuada de rendimento após a eliminação do clube diante do América-MEX, mas aos poucos tem reconquistado espaço no time titular. Todos seus sete gols marcados com a camisa alvinegra aconteceram no primeiro semestre - o último foi no dia 1º de maio, diante do Cúcuta Deportivo, pelo torneio sul-americano.

Para o duelo contra o rival paulistano, o colombiano será o único meia santista, já que Kleber retorna à lateral-esquerda.

Transparente, ele admite ter dificuldade para manter o mesmo nível técnico diante de uma maratona de jogos. Na Europa e em outros países sul-americanos onde atuou, as partidas ocorrem somente aos finais de semana, justifica.

"Não sou privilegiado fisicamente. Até gostaria de correr como o Adriano, o Souto. De ir e voltar. Para mim foi difícil a adaptação, tendo jogos quinta e domingo. Tive problemas musculares, mas agora estou bem", argumentou Molina, que ainda não balançou as redes na principal competição do futebol pentacampeão mundial.

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