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05/09/2008 - 08h02

Gol "infantil" e cruzamentos na área voltam a atormentar Palmeiras

Fernando Narazaki
Em São Paulo
Bola alçada na área é sinônimo de desespero para o torcedor palmeirense. Em jogadas deste tipo, o time sofreu 14 dos 31 gols sofridos no Campeonato Brasileiro. Nessa quinta-feira, não foi diferente e o Sport marcou dois gols na vitória por 3 a 0 em lances idênticos.

Aos 22min do segundo tempo, o volante Andrade cobrou falta na área e Roger entrou livre para bater cruzado, sem chances para Marcos. Já aos 33min, foi a vez de Durval cabecear um cruzamento da esquerda. O camisa 12 palmeirense fez grande defesa, mas, no rebote, o próprio zagueiro fez o terceiro dos pernambucanos.

No primeiro turno, o Sport havia usado a mesma fórmula para marcar o segundo gol na vitória por 2 a 0, através de Roger. O Palmeiras ainda levou gols de cabeça nas partidas contra Inter (gol de Índio), Atlético-MG (Eduardo), Fluminense (Washington), Goiás (Alex Terra e Paulo Henrique), Ipatinga (Adeílson), Botafogo (Zé Carlos), Portuguesa (Jonas - duas vezes) e novamente Inter (Índio - duas vezes), e foi vazado pelo Grêmio, após um cruzamento na área, que Marcos não conseguiu cortar.

O técnico Vanderlei Luxemburgo não escondeu a insatisfação ao ser questionado sobre o assunto após o revés dessa quinta. "O que eu mais treino é bola parada. O que você quer que eu faça? A gente tem tudo definido, marcação de diagonal, quem vai em quem, mas não resolve. Só resta a gente trabalhar", explicou.

Para o zagueiro Gustavo, a equipe precisa buscar uma solução nos treinos da próxima semana, quando o elenco estará em Atibaia se preparando para o duelo contra o Cruzeiro, em 14 de setembro. "A gente trabalha muito, o Luxemburgo passa o que tem de ser feito, mas não resolve. A gente precisa buscar uma resposta, o time todo precisa auxiliar", afirmou.

O atacante Kleber concorda com a opinião do zagueiro, e também mostrou sua revolta com o primeiro gol sofrido pelo time na quinta-feira. "A gente não pode tomar um gol de balão. Foi um gol infantil, um gol de quem quer ser campeão não pode tomar. Não tem condição tomar um gol desta forma, pois a bola viajou 'quase dois dias' e ninguém cortou. Na bola parada, a mesma coisa, precisamos acertar esta marcação", disse.

Nos próximos dias, o elenco palmeirense buscará a resposta para tentar melhorar a performance da defesa, que hoje é a mais vazada entre as 11 equipes melhores classificadas do Brasileiro.

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