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05/09/2008 - 10h13

Após 'punições', Ronaldinho e Valdivia voltam como esperanças

Carlos Padeiro e Jorge Corrêa
Em Teresópolis (RJ)
Neste domingo, Brasil e Chile prometem um duelo de dois atletas que têm como principal característica de jogo a essência do futebol brasileiro: o drible. De um lado, Ronaldinho Gaúcho, considerado por duas vezes o melhor do mundo; do outro, Valdivia, apontado em 2007 como o segundo melhor jogador do Campeonato Brasileiro.

Bruno Domingos/Reuters
Ronaldinho volta à seleção brasileira após ficar fora por uma opção do técnico Dunga
Marco Muga/AFP
Já Valdivia (fundo) retorna após cumprir suspensão imposta pela Federação Chilena
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Por coincidência, ambos retornam às seleções de seus países após um tempo afastados. Ronaldinho não defendeu a equipe pentacampeã mundial na última rodada dupla do torneio qualificatório, em junho, pois viveu a pior fase de sua carreira - fora afastado do Barcelona por opção do treinador.

Já Valdivia recebeu uma punição da federação chilena por conta de um problema disciplinar ocorrido durante a última Copa América, e ficou mais de um ano longe da equipe sul-americana.

Após boas apresentações durante os Jogos Olímpicos de Pequim, o brasileiro é presença certa entre os titulares. Já o chileno, que virou ídolo no Palmeiras, disputa uma vaga no meio-campo e pode começar a partida no banco de reserva.

"Estou muito confiante para essa minha volta. Estou preparado para jogar os 90 minutos, como já fiz nas Olimpíadas e no Milan. Agora quero ajudar o time a conseguir essa duas vitórias e sairmos desse quinto lugar, onde o Brasil não deveria estar", afirmou o jogador brasileiro.

Destaque no futebol brasileiro durante um ano e meio, Valdivia acredita ter a receita para o seu país superar os comandados de Dunga. "Não podemos deixar que eles sintam o prazer de jogar futebol", filosofou. "Temos de impedir esta sensação de que eles estão fazendo bem as coisas em campo. O jeito é pressionar a todo o momento, não tendo descuidos."

Alguns atletas do Brasil já enfrentaram Valdivia algumas vezes, casos de Josué, ex-São Paulo, e Kléber, lateral do Santos. Para o primeiro, o segredo é não dar espaço ao meia e evitar que ele domine a bola com liberdade. Para o segundo, é importante não cair na "pilha" do chileno, que ganhou a fama de provocador com a camisa do Palmeiras.

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