UOL Esporte Futebol
 
29/09/2008 - 18h38

Longe da Copa, candidatas pedem apoio popular por mais vagas

Guilherme Costa
No Rio de Janeiro
Há 18 candidatas a receber jogos da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no Brasil. E se a Fifa não mudar de idéia, elas brigarão por apenas dez vagas. Diante dessa concorrência complicada, as menos cotadas resolveram encampar a campanha do comitê organizador por um número maior de sedes na competição.

Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol e do comitê, não esconde que sua intenção é ter 12 sedes na Copa do Mundo. Para isso, usa como argumentos o tamanho do país e a distribuição geográfica do futebol na região.

O discurso do dirigente passou a ser repetido constantemente no seminário em que as candidatas brasileiras apresentam seus projetos. Sobretudo para as cidades menos cotadas, que apostam em um número maior de vagas para terem uma chance de participar da Copa do Mundo.

"Acho que o Brasil todo precisa se unir para termos 12 cidades na Copa. É uma meta importante, até para termos condições de mostrar ao mundo o quanto o país é lindo. Deveria haver uma organização e um apoio popular para isso", pediu Gilmar Knaesel, secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina.

A candidatura de Florianópolis é uma das que possuem remotas chances de integrar o grupo das dez escolhidas. Se o número for elevado para 12, porém, o cenário mudará drasticamente. "Nós acreditamos que isso nos colocaria muito mais perto da Copa. Confiamos, mas sabemos que é uma luta muito intensa agora", confirmou Knaesel.

Há dois fatores que limitam a possibilidade de eleição de Florianópolis: em primeiro lugar, a cidade enfrenta a concorrência de Curitiba e Porto Alegre no Sul do país - dificilmente a região terá três sedes. Outro problema é o transporte capital catarinense, que demanda uma série de adaptações para reunir condições de receber um contingente de turistas ainda maior do que o normal.

"Realmente, sabemos que Florianópolis tem problemas com trânsito na alta temporada. O que acontece é que a cidade recebe mais gente do que está preparada, até por ser um destino muito procurado por pessoas de diferentes regiões. Estamos trabalhando para mudar isso", observou o secretário.

O grupo dos defensores de 12 sedes para o Brasil na Copa também conta com outras cidades menos cotadas, como Maceió, Campo Grande, Manaus e até Rio Branco, que teve a apresentação muito elogiada no Rio de Janeiro. Joga contra candidatura acreana o fato de o nível do futebol local não assegurar utilização e viabilidade do projeto depois do Mundial.

"O Brasil é um país muito grande, com muitas coisas para mostrar ao mundo. Por isso, acho que 12 é um número mais condizente com a situação. A decisão não nos cabe, e sim à Fifa, mas seria melhor termos mais sedes", concluiu Raul Osório Cleto, secretário de Educação e Esporte de Alagoas.

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