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07/10/2008 - 20h02

Mancini ratifica estilo mineiro, mas sonha com ataque da seleção

Fernando Narazaki e Guilherme Costa
Em Teresópolis (RJ)
Nascido em Belo Horizonte, Mancini evocou o estereótipo das pessoas oriundas da região em seu retorno à seleção brasileira. Ausente da equipe nacional desde 2004, quando disputou a Copa América, o jogador voltou à Granja Comary falando em trabalhar calado para ganhar espaço aos poucos. Entretanto, fez planos ousados para se firmar no time dirigido por Dunga. E no ataque.

"Quero jogar como eu venho atuando na Internazionale, como atacante pela esquerda. Lá eu sou praticamente um ponta, e acho que posso ser aproveitado assim também na seleção", projetou Mancini, que atuava na lateral direita quando foi convocado pela última vez.

Disposto a brigar por uma vaga no ataque, Mancini só não quer ser um candidato ao posto aberto com a ausência de Luís Fabiano. O jogador do Sevilla vinha atuando como referência no ataque da seleção brasileira, mas foi cortado dos jogos contra Venezuela e Colômbia por conta de uma lesão.

"A seleção tem muitos jogadores de qualidade, e o Dunga é quem vai decidir quem pode jogar. Eu vou fazer o meu trabalho e procurar o melhor para o grupo, mas deixo a decisão para ele. Mas eu prefiro atuar mais pelo lado do campo", explicou Mancini, que foi incluído entre as opções da equipe nacional para o meio quando a convocação foi anunciada.

Com exceção da análise sobre seu posicionamento, Mancini evitou declarações fortes em seu retorno à seleção brasileira. Em vez disso, o jogador da Internazionale preferiu enaltecer seu momento e a chance de crescimento no grupo.

"Eu quero trabalhar como um bom mineirinho, calado. Estou chegando agora e sei que estou atrás de outros atletas da seleção. Eles já têm mais tempo e mais estrada nesse grupo, mas eu posso brigar pelo meu espaço. Para isso, preciso treinar com muita dedicação", avisou o jogador.

Nesta terça-feira, o treino da seleção brasileira foi dividido em três etapas: uma atividade física, uma roda de "bobinho" e um trabalho em campo reduzido, no qual os atletas podiam dar apenas dois toques na bola. O formato impediu deduções sobre a escalação para o confronto com a Venezuela, no próximo domingo.

A principal dúvida em relação ao meio-campo da seleção brasileira para essa partida é o companheiro de Kaká na armação. Mancini é um dos jogadores cotados para esse setor, mas briga por espaço com Anderson, Lucas e Elano.

"Todos eles têm muita qualidade e nós ainda vamos pensar no comportamento que queremos para a equipe. Vamos esperar os treinamentos para ter algo mais claro", avisou o técnico Dunga.

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