Maurício Molina apresenta a mesma "síndrome" de seu melhor amigo no Santos, Kléber Pereira, que marcou 19 dos 20 gols na Vila. Assim como o artilheiro do Brasileirão, o meia colombiano reluz quando atua na Baixada, mas some quando defende o clube em outros estádios.
Contratado no começo da temporada, "Mao" Molina já contabiliza 10 gols pelo Santos, os 10 marcados no alçapão alvinegro.
| 'MAO' APENAS NA VILA BELMIRO |
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Folha Imagem  Artilheiro do Santos na Libertadores, meia marcou seus 6 gols em jogos na Baixada |
Folha Imagem  "Artilheiros caseiros", Molina e Pereira expõem fragilidade santista fora da Vila |
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Pelo menos na Vila, Molina pode se vangloriar: sempre que ele balançou a rede, o Santos ganhou a partida.
Poderoso no litoral, Molina vê seu rendimento despencar quanto atua longe de casa. Essa alternância dentro e fora da Vila explica por que o meia jamais se firmou entre os titulares. Basta uma participação de Molina em outro estádio para gerar dúvida sobre seu aproveitamento integral.
"Eu me sinto bem na Vila, à vontade. A pressão que a torcida exerce na Vila faz com que qualquer jogador entre com muita gana em campo", justifica Molina.
Apagado na derrota contra o Grêmio, 2 a 0, no Olímpico, Molina foi substituído na 2ª etapa, algo corriqueiro desde que chegou ao time.
Para o duelo diante do Botafogo, dia 18, no Engenhão, Molina corre risco de novamente perder a vaga, desta vez cedendo espaço ao meia Pará.
O técnico Márcio Fernandes chegou à mesma conclusão de Cuca e Emerson Leão: a fragilidade na contribuição defensiva impede Molina de almejar um espaço definitivo no Santos. O campo reduzido da Vila Belmiro ajuda a camuflar essa deficiência.
Molina reconhece ter dificuldade em fechar espaço quando não está com a bola. "Não é minha característica. Eu nunca fazia a marcação. Não é que eu não queira, mas eu tenho dificuldade em atacar e defender no mesmo ritmo durante todo o jogo", admite.
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