A um dia da votação, é uma incógnita o que pode ocorrer na eleição para a presidência do Grêmio, marcada para esta segunda-feira, no Salão Nobre do Conselho Deliberativo do clube. Com primeira chamada às 19h30 e segunda e última às 20, os 300 conselheiros decidirão entre Antônio Vicente Martins e Duda Kroeff, quem comandará o clube nos próximos dois anos. E eles estão divididos.
Como o estatuto prevê um segundo turno no próximo sábado, desde que os candidatos obtenham pelo menos 30% dos votos, todos no Olímpico acreditam que haverá mesmo um novo embate e, nesse caso, a decisão se transferirá para as mãos dos associados do clube.
O atual presidente, Paulo Odone, bem que tentou encontrar um nome de consenso, mas todas as suas sugestões não obtiveram a simpatia generalizada e, assim, situacionistas e oposicionistas se enfrentam num pleito que promete ser um marco na história gremista. Será com esse novo presidente que o centenário Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense começará a erguer seu novo estádio, na zona norte da capital gaúcha, bem distante do local onde hoje se situa o Olímpico Monumental.
Paulo Odone só abriu seu voto, para Antônio Vicente Martins, na última sexta-feira, 72 horas antes da eleição. "Eu nunca fiquei em cima do muro, sempre me posicionei a respeito de tudo. Como presidente, sou obrigado a escolher o que acredito ser melhor para o Grêmio", afirmou ele, ao informar que estava do lado da chapa que leva o número 2 na eleição.
Já a chapa 1, de Duda Kroeff, tem entre os integrantes de seu Conselho de Administração o atual diretor de futebol gremista, André Krieger, o que comprova não estar apenas o Conselho Deliberativo rachado, como a própria diretoria atual do clube. "Mas após a eleição o Grêmio voltará a ser um só", anuncia Paulo Odone.