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13/10/2008 - 13h49

Alemão convence família e realiza sonho de ver a seleção brasileira

Fernando Narazaki e Guilherme Costa
No Rio de Janeiro
O alemão Heribert Riesenhuber tem sangue brasileiro nas veias, é fanático por futebol, mas jamais teve a oportunidade de ver a seleção do país de sua mãe ao vivo. Nesta quarta-feira, o marinheiro de 28 anos realizará o seu desejo e assistirá à partida entre Brasil e Colômbia, no Maracanã, pelas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2010.

Fernando Narazaki/UOL
O alemão Heribert Riesenhuber (terceiro da esq. para dir.) levará família ao Maracanã
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Durante a espera na fila dos ingressos, estudantes aproveitam para jogar sueca
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Ainda com a mala, capixabas foram ao Rio para assistir à seleção pela primeira vez
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Filho da mineira Mona Mares, que mora na Alemanha há 30 anos, o alemão foi um dos mais de 100 torcedores que enfrentaram fila no início desta tarde de segunda-feira no Rio de Janeiro para adquirir o ingresso para o duelo. Debaixo de sol, ele convenceu a mãe, o pai e a esposa a passar uma manhã de sol, com temperatura de 29º C na fila da bilheteria, que abriu às 12h, antes de realizar qualquer passeio pela cidade.

"Era um desejo meu. O Maracanã é o maior estádio do mundo, o Brasil uma das melhores seleções e será um sonho", explicou Heribert, que fala fluentemente português e torce pelo Hamburgo. Ao seu lado, Mona não escondia a felicidade por poder realizar esta vontade do primogênito. "Ele é louco por futebol e praticamente nos obrigou a vir para cá", afirmou.

A família chegou às 6h desta segunda-feira no Rio de Janeiro e só teve tempo para guardar as bagagens no hotel, antes de rumarem para o Maracanã. O desejo de Heribert era tanto que precisava ter logo os ingressos na mão, o que também acaba evitando o já tradicional assédio dos cambistas no dia da partida.

Além de conhecer o Maracanã e assistir à seleção brasileira, o marinheiro alemão terá a chance de ver aquele que considera o melhor do mundo. "Vou ver o Kaká, que para mim é o melhor jogador do mundo. Será fantástico sentir esta atmosfera, curtir o estádio e ver a alegria do brasileiro", disse.

Poucos metros à frente da família alemã, os estudantes Ana Carolina Saraiva, Mateus dos Santos e Alfredo dos Santos, e o gerente de marketing Eliseu Cavalcante jogavam uma animada partida de sueca, enquanto aguardavam a abertura das bilheterias. "Nós estamos aqui desde às 10h. Se tem de esperar, pelo menos a gente mata o tempo se divertindo", falou Mateus, enquanto embaralhava as cartas para dar início a uma nova rodada.

Dos quatro, apenas Mateus e Alfredo se conheciam (são irmãos) e Ana Carolina é a única que já assistiu a um jogo da seleção. "Vim naquele 5 a 0 do Brasil no Equador. A seleção não anda fazendo jus, mas quero ver o futebol do Kaká. Adoro ele", explicou a estudante de 16 anos, que faltou a aula nesta segunda-feira para adquirir sua entrada.

Outros que deixaram de lado os seus compromissos nesta manhã foram os estudantes Lorena Viana, Vitor Barcellos e Guanaeli Taquini, naturais de Vitória (ES) e que estão no Rio de Janeiro para participarem de um congresso de engenharia. Vitor, inclusive, levou a mala à tiracolo para o Maracanã.

"Em Vitória, eles nunca vão, então tenho que aproveitar que estou aqui para ver. Não podia perder esta chance por nada. Na quarta, eu também não vou ao congresso, pois estarei aqui", explicou Vitor

A venda dos ingressos iniciou na última sexta-feira e continuará até a véspera da partida. Entre os torcedores, a expectativa é de estádio lotado. "A seleção jogou bem ontem (domingo) e isso vai animar. Tenho certeza que terá mais gente que no sábado", disse o flamenguista Marcelo Miguez, lembrando dos mais de 77 mil pagantes que assistiram à derrota do Flamengo para o Atlético-MG por 3 a 0, no último sábado, pelo Campeonato Brasileiro.

Até a noite de domingo, mais de 26 mil ingressos foram vendidos para o confronto, número que iguala o público estimado do empate sem gols entre Brasil e Bolívia, no Engenhão, em setembro.

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