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15/10/2008 - 09h00

Em busca de aprovação da torcida, Brasil revê rival "mais árduo"

Fernando Narazaki e Guilherme Costa
No Rio de Janeiro
O Brasil não marcou gols nos dois últimos jogos como mandante e deixou os compromissos sob vaias da torcida por dois empates. Nesta quarta-feira, a seleção tem uma nova chance de mudar esse quadro, mas o adversário não poderia ser pior. A Colômbia é o rival que menos foi vazado em partidas realizadas no Brasil desde que foi adotado o formato de pontos corridos nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo.

HISTÓRICO: BRASIL E SEUS RIVAIS
Moacy Lopes/Folha Imagem
Em 2000, no Morumbi, 1 a 0 na Colômbia teve protestos contra Leão, técnico à época
Crédito
Em 2004, em Maceió, 0 x 0: só Colômbia e Uruguai tiraram pontos nos jogos do Brasil em casa nas eliminatórias para 2006
SeleçãoGols no
Brasil
Gols no
total
Argentina68
Bolívia810
Chile711
Colômbia13
Equador99
Paraguai67
Peru25
Uruguai67
Venezuela621
QUEM ESTÁ ALTA E EM BAIXA NO TIME
MARACANÃ: REFÚGIO DA SELEÇÃO
ROBINHO: HOMENAGEM ÀS CRIANÇAS
DUNGA ESCONDE ATAQUE TITULAR
PÁGINA DA SELEÇÃO BRASILEIRA
Até hoje, em duas partidas realizadas no país, a seleção canarinho só conseguiu marcar uma vez diante dos colombianos, mas em um jogo de terrível lembrança. Foi em 15 de novembro de 2000, no Morumbi, quando Roque Júnior fez o único gol do duelo, mas não aplacou a irritação dos torcedores, que atiraram em direção ao gramado milhares de bandeiras que haviam sido distribuídas na porta do estádio.

Quatro anos depois, a Colômbia deixou o Brasil com um empate sem gols, sendo uma das duas equipes a tirar pontos da seleção brasileira como visitante naquela edição das eliminatórias. A outra foi o Uruguai, que empatou por 3 a 3. A dificuldade que os colombianos causam aos brasileiros também pode ver vista nos duelos na Colômbia, em que o Brasil só marcou na vitória por 2 a 1, em 7 de setembro de 2003. Nos outros dois jogos (2000 e 2007), dois empates sem gols.

Nas eliminatórias, nenhum time foi tão eficiente na defesa diante do Brasil. Para se ter uma idéia, a Argentina já sofreu oito gols dos arqui-rivais, sendo seis deles em jogos no território brasileiro. Já a Venezuela tomou 21 gols nas cinco partidas que teve diante da seleção canarinho desde o novo formato das eliminatórias.

E o cenário está longe de agradar aos anfitriões. O Brasil vem de empates contra Argentina e Bolívia nas últimas partidas em casa, o técnico Dunga teve a sua demissão pedida pelas torcidas de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, e a equipe ainda não terá um de seus artilheiros no torneio (Luis Fabiano, machucado) e o seu substituto direto (Adriano, suspenso).

Nem a goleada sobre a Venezuela por 4 a 0, no último domingo, animou o torcedor carioca a lotar o Maracanã, como desejado por Dunga e seus comandados. Até a noite de terça-feira, apenas 30 mil dos 87 mil ingressos disponíveis haviam sido comercializados, situação que levou a CBF a postergar as vendas até esta quarta-feira - inicialmente, o planejamento previa o fechamento das bilheterias na terça.

Para o time, a melhor forma de ganhar a torcida será conquistar, enfim, os três pontos, ainda que sem espetáculo. "O que a seleção precisa agora é de vitórias. Faz tempo que não conseguimos dois triunfos seguidos, e não podemos entrar em campo pensando em golear", definiu o lateral-direito Maicon. A seleção não obtém dois triunfos consecutivos nas eliminatórias desde setembro de 2003, quando bateu Colômbia (2 a 1) e Equador (1 a 0).

Porém, a equipe já adianta que precisará de calma para superar o adversário. "Tem de ter a cabeça no lugar. A gente precisa ter tranqüilidade se não marcar o começo e esquecer um pouco a torcida. A gente sabe que pode ter vaias, e todos sabem lidar com isso", destacou o atacante Jô, que deverá substituir Adriano no ataque e formar a dupla de frente com Robinho. Essa será a única mudança em relação ao time que bateu a Venezuela.

Os visitantes estão cientes da dificuldade brasileira e o técnico interino da Colômbia, Eduardo Lara, promete uma postura bastante defensiva, com a expectativa de formar o meio-campo apenas com volantes para conter o Brasil. Isso mesmo com os colombianos não vencendo há cinco jogos, tendo perdido os últimos três (1 a 0 para Uruguai e Paraguai, e 4 a 0 para o Chile).

"Temos de ser inteligentes. O grupo é forte e capaz de conseguir um bom resultado", explicou o meio-campista Vargas, que terá a companhia do estreante Toja na seleção, em substituição a Freddy Montero. No ataque, Quintero ganhou o lugar de Giovanni Hernandez e formará a dupla com Rentería, ex-Internacional.

BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Josué, Kaká e Elano; Jô e Robinho
Técnico: Dunga

COLÔMBIA
Julio; Zúñiga, Perea, Yepes e Armero; Guarín, Bedoya, Vargas e Toja; Rentería e Quintero
Técnico: Eduardo Lara

Local: estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 15/10/2008 (quarta-feira)
Horário: 21h50
Árbitro: Rubén Selman (Chile)
Auxiliares: Lorenzo Acuña e Sergio Román (ambos do Chile)

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