Visto com uma das jóias da base do Santos, o atacante Victor, 13, tem sofrido assédio de empresários ligados a times da Europa. Depois de descartar transferência para o Sporting Lisboa e Benfica, de Portugal, o menino foi procurado por agentes interessados em desembolsar 200 mil euros (R$ 568 mil) para tirá-lo da Vila Belmiro.
O destino de Victor pode ser a Inter, de Milão. Os pais do garoto receberiam 4 mil euros (R$ 11 mil) mês pela presença de Victor na Europa, uma forma de descaracterizar suposto trabalho infantil. Teoricamente, a família de Victor poderia definir a negociação para o exterior sem consultar o Santos.
No entanto, a diretoria do Santos afirma não ter qualquer intenção de abrir negociação; o clube firmou contrato de direito de imagem com o garoto válido até ele completar 16 anos, idade mínima para firmar contrato como atleta profissional.
Para contratar o garoto, os europeus teriam de pagar a multa rescisória, cujo valor não foi revelado pelo Santos. O acordo de direito imagem impede, por exemplo, de o garoto vestir camisas de outros times para eventos promocionais ou mesmo para a prática esportiva.
O vínculo elaborado pelo Santos é válido também para outras promessas das categorias de base. Parceiro de Victor no time mirim, Jean Chera tem contrato de direito de imagem, ganhando ordenado de atleta profissional. Neymar tinha acordo igual, reformulando o contrato depois que completou 16 anos.
Natural de Aracaju, Sergipe, Victor começou a jogar aos quatro anos, onde deu os seus primeiros passos na escolinha do Grêmio de Aracaju. O garoto teve passagem de três meses no Vitória-BA. Victor ainda disputou um Mundialito em Portugal da categoria e a Copa Aveiro, onde foi vice-artilheiro e melhor jogador do torneio.
"A minha principal característica é a arrancada, gosto de fazer gols e dar passes também. Mas o que eu gosto mesmo é de balançar as redes", diz Victor, que tem como ídolo o atacante Robinho, do Manchester City.
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