Um forte esquema de segurança estava preparado para o desembarque da delegação palmeirense no aeroporto de Congonhas, na noite deste domingo. Policias civis e militares exibiam suas armas, e 15 seguranças do clube circulavam pelo local à paisana. Cerca de dez torcedores aguardavam no saguão com pipoca para atirar nos jogadores e no técnico Vanderlei Luxemburgo.
Porém, nada aconteceu. Os palmeirenses deixaram o local 'escondidos'. Um ônibus foi buscá-los na pista do aeroporto e partiu direto para a Academia de Futebol da Barra Funda.
Lá, oito viaturas - da Polícia Militar, do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) - aguardavam, mas nenhum torcedor estava no local. Luxemburgo foi para sua casa escoltado por uma viatura.
Na última sexta-feira, o treinador disse que foi agredido por membros da principal torcida organizada da equipe paulista no mesmo aeroporto de Congonhas. Ele sofreu uma fratura no cotovelo e teve que imobilizar seu braço direito. Por isso, a precaução para evitar uma nova confusão.
Após a derrota para o Flamengo por 5 a 2, na tarde deste domingo, no Maracanã, Luxemburgo disse que fora informado, por telefone, que haveria protesto. "Já recebi um telefonema me avisando de que eles vão aparecer no aeroporto, ou aqui [no Rio de Janeiro] ou lá [em São Paulo]."
Ele usou os termos "tocaia" e "emboscada" para se referir à estratégia dos torcedores e disse que faria um Boletim de Ocorrência assim que chegasse a São Paulo. "Vou a uma delegacia avisar que estou sendo ameaçado. Minha preocupação é que aconteça alguma coisa com a minha família, e preciso tomar uma atitude", falou, ainda no vestiário do Maracanã.
No saguão de Congonhas, o que se viu foram torcedores com pipoca nas mãos e revoltados pelo desempenho do time na capital fluminense. "Nesse time só o Marcos, o Pierre e o Kléber merecem respeito. Quando ganha, todo mundo aparece, dá entrevista. Quando perde, eles saem escondidos", esbravejou o estudante Bruno Ribeiro que, no final, acabou comendo a pipoca do protesto.
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