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18/11/2008 - 09h02

Presidente do São Paulo vê Muricy como candidato à seleção

Toni Assis
Da Folhapress
Em São Paulo
Muricy Ramalho está a três jogos de se sagrar campeão brasileiro com o São Paulo pelo terceiro ano seguido. E para o presidente Juvenal Juvêncio, nada mais natural que o nome de seu técnico seja o preferido para dirigir a seleção brasileira.

TREINADOR QUER O TETRA
Fernando Santos/FI
Vencedor três vezes seguidas do prêmio de melhor técnico do Brasileirão nos últimos anos, o treinador do São Paulo, Muricy Ramalho, não acredita que vá ficar de fora da indicação deste ano. "A única coisa é que vai facilitar minha vida e já vou direto para o Guarujá depois do último jogo. Não tenho idéia do motivo de eu poder ficar de fora. Todos os amigos que tenho na imprensa falam que vão votar em mim, então não acho possível que eu não esteja entre os indicados."
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Mas neste momento de definição, o dirigente não pensa em abrir mão dos serviços de seu comandante.

"Não trabalho com essa hipótese -não ter Muricy em 2009. Nem sei se existe a possibilidade de o Dunga sair. Mas o que eu sei é que o Muricy é hoje um apelo nacional para trabalhar na seleção brasileira", comentou Juvenal Juvêncio, que nesta segunda esteve no Morumbi para o lançamento de uma parceria com a Visa para a adequação de três setores do estádio às normas dos encargos da Fifa.

Muricy Ramalho tem contrato com o São Paulo até dezembro de 2009 e já deixou claro que dirigir a seleção faz parte dos seus planos. Juvenal, no entanto, não pensa em ter de correr atrás de outro técnico.

"O Muricy é um cidadão de muita postura e tem contrato com o São Paulo até o fim de 2009. Acho que ele só sairia daqui para a seleção. Aliás, nem sei se sairia, porque acho que daria para conciliar os dois [seleção e clube]", afirmou.

Já sobre a reta final do Brasileiro, Juvenal foi indagado sobre a dificuldade de jogar em São Januário _local do próximo compromisso do São Paulo, diante do Vasco, pelo torneio.

"Vou falar uma coisa para vocês [jornalistas]. O Eurico [Miranda, ex-presidente do Vasco] sempre me recebeu fidalgamente. Eu chegava a São Januário e vinham alguns truculentos. Mas eu mandava avisar e o Eurico mandava me colocar no camarote 32 e também dava um queijinho. Era uma beleza e espero que isso se repita", comentou o presidente.

Quanto a reforços, Juvenal evitou falar de nomes. Questionado se o clube teria interesse em repatriar o atacante Adriano, que voltou a ter problemas extra-campo na Itália, o dirigente descartou a hipótese.

"O Adriano tem um potencial enorme e precisa ser bem administrado", comentou Juvenal Juvêncio, que teve problemas com o comportamento do atleta em sua passagem pelo Morumbi. "Disse ao Adriano quando foi embora [para a Internazionale de Milão] que dificilmente ele daria certo na Europa. Infelizmente aconteceu o que eu previa", declarou o presidente são-paulino.

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