O Palmeiras voltou ao trabalho na tarde desta terça-feira após a derrota para o Flamengo por 5 a 2, resultado que deixou a equipe alviverde fora do G-4 - caiu para o quinto lugar, com 61 pontos. O clima no clube é de tensão, principalmente depois da confusão envolvendo o técnico Vanderlei Luxemburgo e membros da principal organizada do clube e das ameaças de morte que o diretor de futebol Savério Orlandi sofreu.
Nesta terça-feira, os jogadores Kléber e Leandro concederam entrevista coletiva e disseram que não temem agressões por parte de torcedores. Afirmaram também que não vão se esconder nem alterar suas rotinas.
"Tem que encarar a situação. Não somos bandidos para apanhar", decretou Leandro. "A gente deu esperança para a torcida de conquistar o título, mas infelizmente não foi possível. Se tiver que ir ao shopping, ao supermercado para fazer uma compra, vai. Vai fazer o que? Andar com segurança, polícia? Só acho que não pode ir pra balada."
Kléber, que caiu nas graças dos torcedores e continua sendo ovacionado mesmo nesse momento conturbado, endossou o discurso do companheiro. "Pelo respeito à torcida, e até por um bom senso, o cara não pode cair na noite, mas também não pode deixar de ir ao shopping, de jantar com namorada, filho, esposa... Como o Leandro disse, não tem bandido aqui. A gente não gostaria de ter perdido os jogos, mas infelizmente aconteceu."
No retorno do Rio de Janeiro, no último domingo, um forte esquema de segurança foi montado para levar a delegação palmeirense do aeroporto de Congonhas para a Academia de Futebol da Barra Funda. A diretoria também informou que reforçaria a segurança no centro de treinamento, e o técnico Vanderlei Luxemburgo pediu proteção pessoal ao Estado.
"A cobrança pode existir, mas agressão não. Eles vão torcer, viajam sem ajuda, pagam ingresso, e por isso podem cobrar", observou Leandro. "Imagina se fosse o contrário, a gente ir lá onde eles ficam e cobrar também."
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