Pentacampeão mundial e com diversos títulos na sua primeira passagem pelo Palmeiras, o veterano Roque Júnior voltou ao futebol brasileiro em setembro, depois de aproximadamente oito anos no exterior. Chegou ao clube alviverde de forma emergencial, como uma contratação de risco, e, em pouco mais de dois meses, participou apenas de seis partidas - quatro pelo Campeonato Brasileiro e duas pela Copa Sul-Americana.
A atuação do zagueiro durante a derrota por 5 a 2 para o Flamengo, no último domingo, foi criticada, pois ele não conseguiu interceptar três bolas que resultaram em gols do rival rubro-negro. Conselheiros, por exemplo, o consideram lento.
Mesmo assim, o atleta de 32 anos não teme que um fracasso nesse seu retorno ao time paulista possa afetar sua imagem de vencedor. "Você [jornalista] acha que isso pode acontecer? Três meses podem apagar cinco anos de títulos? Eu sinceramente acho que não."
Ele estreou no Palmeiras em 1995. Foi campeão paulista (1996), da Copa do Brasil (1998), da Copa Mercosul (1998), da Libertadores (1999) e do Rio-São Paulo (2000). "Naquele time, também tivemos momentos difíceis. Não foram só vitórias e títulos. Isso é futebol. Mas quando você ganha, fica mais marcado na história do clube do que quando perde", argumentou.
Na Europa, Roque Júnior conquistou a Liga dos Campeões pelo Milan. Pela seleção, faturou a Copa do Mundo de 2002 e a Copa das Confederações de 2005. Porém, nas duas últimas temporadas defendeu equipes de pouca expressão - o Duisburg, da Alemanha, e o Al Rayyan, do Qatar - e pouco atuou devido a contusões.
Sobre as críticas, respondeu: "eu penso no coletivo. Quando ganha, ganha todo mundo, e quando perde é a mesma coisa. Não é só a defesa que falha nos gols. Se está todo mundo posicionado de forma correta, isso ajuda. Nesse jogo, todo o time não se encontrou em campo."
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