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20/11/2008 - 08h53

Defesa sucumbe com mudanças, e Palmeiras cai na tabela

Carlos Padeiro
Em São Paulo
Quando o técnico Vanderlei Luxemburgo transformou Martinez em zagueiro, na 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, parecia que o Palmeiras daria um jeito no seu ponto fraco: o sistema defensivo. No começo, a mudança surtiu efeito. Porém, na reta final do certame, o goleiro Marcos voltou a sofrer com a fragilidade do setor.

Apesar de ocupar a quinta colocação na tabela, o time paulista tem apenas a 11ª melhor defesa - sofreu 44 gols em 35 partidas (média de 1,26). O líder São Paulo levou 34 gols, enquanto o vice-líder Grêmio, que ostenta a retaguarda mais eficiente do Nacional, foi vazado apenas 30 vezes.



Luxemburgo tentou de tudo para acabar com a deficiência defensiva. O melhor momento foi quando Martinez virou um terceiro zagueiro - na definição do treinador, "um zagueiro help". Foram seis jogos de invencibilidade, momento em que o Palmeiras assumiu a liderança durante duas rodadas, e o goleiro Marcos sofreu apenas dois gols.

"O Martinez vai ser um excelente zagueiro", apostou o treinador à época, afirmando que o atleta tem como diferencial a saída de bola, além de ser forte na marcação.

APÓS MARTINEZ VIRAR ZAGUEIRO
TRÊS ZAGUEIROS
Atlético-PR 1 x 2 Palmeiras
Cruzeiro 0 x 1 Palmeiras
Palmeiras 2 x 0 Vasco
Náutico 0 x 0 Palmeiras (líder)
Palmeiras 3 x 1 Atlético-MG (líder)
Figueirense 0 x 0 Palmeiras
Palmeiras 2 x 2 São Paulo
Fluminense 3 x 0 Palmeiras
Flamengo 5 x 2 Palmeiras
DOIS ZAGUEIROS
Palmeiras 0 x 3 Sport
Palmeiras 1 x 0 Goiás
Santos 1 x 2 Palmeiras
Palmeiras 0 x 1 Grêmio
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Entretanto, o ex-volante se machucou e não pôde enfrentar o São Paulo, no dia 19 de outubro. A partir daí, houve um revezamento entre o 3-5-2 e o 4-4-2. O resultado foram 12 gols sofridos em seis partidas e a queda do segundo para o quinto lugar.

Roque Júnior, que foi titular em quatro partidas, tentou minimizar o efeito das constantes alterações táticas. "A defesa depende de todo o sistema tático, não importa se são três zagueiros [3-5-2] ou uma linha de quatro atrás [4-4-2]. Todo mundo tem que estar compacto para a bola não chegar ao atacante. Se deixar espaço e o atacante receber sete bolas de dez tentativas de ataque do adversário, a probabilidade de ele fazer gols é muito maior", analisou.

Contratado de maneira emergencial em setembro, o pentacampeão mundial participou apenas de quatro jogos no Brasileiro e não escapou das críticas, principalmente após a derrota por 5 a 2 para o Flamengo no último domingo. "Eu penso no coletivo. Quando ganha, ganha todo mundo, e quando perde é a mesma coisa", retrucou.

O lateral-esquerdo Leandro endossou o discurso do companheiro. "O time estava ganhando com dois ou três zagueiros e agora perdeu da mesma forma. Isso [mudança de formação tática] não justifica a queda. A queda foi de todo o grupo, não só da defesa."

Para a partida de domingo contra o Ipatinga, Gustavo está suspenso, e Luxemburgo pode retornar ao 4-4-2, com Roque Júnior e Martinez compondo a dupla de zaga. Se optar pela manutenção do 3-5-2, as opções são Jéci e Maurício.

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