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21/11/2008 - 18h51

Governo peruano lamenta ultimato da Fifa e mantém posição

Das agências internacionais
Em Lima (PER)
A ameaça de exclusão do quadro da Fifa e o ultimato para a resolução do problema interno com a Federação de Futebol do Peru não foram suficientes para intimidar o governo do país. O chefe do Instituto Peruano do Esporte, Arturo Woodman, lamentou o prazo -até segunda-feira- estabelecido pela entidade mundial e afirmou que manterá a postura diante do impasse.

AFP
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O conflito entre o governo e a Federação de Futebol do Peru já resultou na perda da sede do Sul-Americano sub-20 de 2009, que será realizado na Venezuela. O governo de Alan García se nega a reconhecer o presidente, Manuel Burga, e os dirigentes da Federação, acusando-os de ocuparem ilicitamente o cargo e não respeitarem as leis do país.

"Tenho que lamentar esta situação que estamos passando, sou consciente que os principais prejudicados serão as pessoas do futebol, mas não fomos nós que ocasionamos e sim a FPF e seu presidente, Manuel Burga, que pensa que é o único homem que pode dirigir o futebol peruano", disse Woodman à emissora CPN.

O chefe do Instituto Peruano do Esporte assegurou que o governo manterá a posição de não reconhecer Burga como mandatário da federação peruana e informou que enviou um carta a Fifa, expondo o ponto de vista do governo.

O documento pede um prazo de 30 dias para que a federação e com a Associação Esportiva de Futebol Profissional do Peru elaborem um cronograma para solucionar o impasse.

"É lamentável o que o futebol peruano está passando e se a Fifa desfiliar o Peru, os únicos prejudicados serão os jogadores, que ficarão sem emprego. É necessário que as duas partes [Instituto e Federação] sentem para conversar em busca de uma solução para o problema", opinou Teófilo Cubillas, um dos principais jogadores da história do Peru.

Burga foi reeleito em 2007 para seguir à frente da Federação, apesar de estar impedido pelo Instituto Peruano do Esporte de exercer cargos de direção por não se adequar aos estatutos das leis esportivas ditados pela instituição. De forma paralela, a justiça peruana investiga uma possível má administração de Burga sob o comando da Federação e mantém suas contas bancárias bloqueadas.

Desdobramentos no Brasil
Caso a Fifa confirma a exclusão do Peru, os clubes do país não disputariam a Copa Libertadores de 2009. O Internacional tenta tirar proveito da situação. Dirigentes do clube gaúcho irão à Assunção, onde fica a Conmebol, para tentar fazer com que a Copa Sul-Americana se transforme em um caminho para a Libertadores.

Finalista da Sul-Americana, o time colorado decide o título contra o Estudiantes e o presidente do Inter, Vitório Píffero, quer que o campeão herde a possível vaga deixada pelos times peruanos.

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