O árbitro Carlos Eugênio Simon roubou a cena na festa do prêmio Craque do Brasileirão 2008. Enquanto todos os demais jogadores, astros da noite, subiram e desceram do palco calados para receber seus troféus, o juiz gaúcho - apenas o terceiro colocado entre os apitadores - fez questão de quebrar o protocolo e tomar a palavra. Em seu discurso, feito sob vaias, Simon prestou solidariedade ao colega Wagner Tardelli e aos bandeirinhas.
Simon foi bastante vaiado quando subiu ao palco para receber o troféu. O juiz se tornou
persona non-grata para os flamenguistas depois de não marcar um suposto pênalti sobre Diego Tardelli durante partida contra o Cruzeiro, na reta final do Brasileirão.
Mesmo após uma câmera posicionada atrás do gol ter mostrado que o árbitro estava correto, o árbitro ficou marcado por torcedores do Flamengo. Assim, foi alvo de apupos na festa realizada no Rio de Janeiro.
Irritado pelas vaias, Simon tomou o microfone no púlpito em que estava o mestre de cerimônias Tony Ramos e disparou: "Nós já fomos vaiados no Maracanã, Olímpico, Mineirão e outros estádios lotados. Não são poucos torcedores que vão nos tirar do sério".
Simon ainda fez questão de se solidarizar com Wagner Tardelli, envolvido em um suposto escândalo de manipulação de resultados no Campeonato Brasileiro. Por conta disso, o árbitro foi afastado e não apitou a "final" entre São Paulo e Goiás.
"Queremos nos solidarizar com o nosso companheiro Wagner Tardelli. É preciso lembrar que a arbitragem brasileira é honesta, competente e séria", bradou Simon, antes de parabenizar também bandeirinhas, que não participam da premiação, e fazer média com dirigentes.
O prêmio de melhor árbitro do ano ficou, pelo quarto ano consecutivo, com Leonardo Gaciba. O troféu prateado foi para as mãos de Leandro Vuaden. Simon foi apenas o terceiro colocado.
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