Do lado de fora do Centro de Treinamento do Palmeiras, berros e fortes manifestos de uma centena de torcedores contra a atual administração e comissão técnica alviverde. Um dia após o incidente, o técnico Vanderlei Luxemburgo minimizou o fato e fez questão de culpar a atuação da imprensa no caso pela importância dada ao tumulto na última segunda-feira.
"O ano começar dessa forma é algo totalmente inoportuno. Isso também é culpa de vocês [repórteres], que preferem dar atenção a isso ao invés das contratações que fizemos. Parece que só fracassamos no ano passado e já temos essa pressão. A temporada nem começou ainda e temos que enfrentar esse tipo de coisa", lamentou o treinador, reclamando após a primeira pergunta da entrevista coletiva ser relacionada ao manifesto.
Mesmo mostrando apatia sobre os acontecimentos com a torcida na última segunda, Luxemburgo preferiu transmitir uma imagem de que pouco se importou com o ocorrido. Para o comandante palmeirense, a intenção dos aficionados era justamente atrair a atenção da imprensa e por isso deveriam ser ignorados, na sua opinião.
"O que esses protestos têm a ver? O time nem jogou ainda. Isso me lembra o começo da temporada de 1996. Ninguém conhecia os jogadores e todos reclamaram. No fim, deu o que deu: o título e o ataque dos 100 gols. É preciso esperar o que vai acontecer e, no mínimo, a equipe entrar em campo", destacou o técnico, lembrando de sua passagem pelo Palmeiras 13 anos atrás, quando conquistou o Campeonato Paulista.
Se por um lado o treinador criticou a atuação da torcida e da imprensa na última segunda-feira, ele depois brincou e comentou como a situação afetou a chegada dos cinco reforços na reapresentação oficial da equipe - Danilo, Maurício, Cleiton Xavier, Willians e Pablo Armero.
"Pelo menos, os jogadores novos já chegaram espertos com o que espera por eles. Mas infelizmente esse tipo de coisa vai continuar acontecendo. Na Espanha e no resto da Europa também destacam os torcedores, mas não desta forma. Porém, já estou acostumado com esse tipo de coisa", reclamou Luxemburgo.
Além dos gritos contra a parceira Traffic e contra o próprio técnico palmeirense, os manifestantes da última segunda-feira levaram faixas e tentaram entrar no Centro de Treinamento do clube, na Barra Funda, mas foram barrados. Alguns jogadores precisaram até mesmo utilizar a entrada lateral para não serem vistos.
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