Após alcançar a terceira vitória consecutiva no Campeonato Paulista, desta vez sobre o Marília, por 3 a 0, o Palmeiras teve mais motivos para comemorar. Os jogadores, o técnico e a torcida vibraram também com o primeiro gol de Lenny com a camisa alviverde. Para Luxemburgo, agora, o atacante "não é mais criado pela vovó, agora ele está sendo criado pelo pai": o próprio treinador.
"Ele é um jogador insinuante. Deixou de ser criado pela vovó e agora está sendo criado pelo pai. Saiu da rua, do bairro, e agora está andando na avenida, na cidade", brincou o técnico palmeirense. "Mas daqui a pouco ele volta a fazer alguma bobagem, porque é normal, é um menino", completou.
Em 2008, o jogador não teve muitas oportunidades na equipe, entrava quando Luxemburgo queria poupar algum atleta e, nestas chances, não conseguiu desencantar. "No ano passado, eu prejudiquei um pouco ele. Olhava para o Denílson e depois pensava nos meninos. Agora não. Agora tenho que colocar os meninos primeiro", ressaltou o comandante alviverde.
O atacante de 20 anos, que foi contratado junto ao Fluminense, fez muita festa com o seu gol e disse que fugiu do foco no ano passado. "Faltava confiança. Quando eu cheguei, recebi críticas e fiquei trabalhando fora dos holofotes, malhando, fui crescendo para este ano melhorar", destacou o atleta.
"Este ano comecei bem. No primeiro jogo dei passe para o gol e agora isso surgiu para coroar este momento. Esse gol tem um pouco para a minha família, que me ajudou muito no ano passado, mas eu também acho que o Luxemburgo tem uma parte muito importante. Porque quando muitos me viram fora daqui, foi ele quem me segurou. E talvez se não fosse pela força dele, eu não teria ficado", afirmou Lenny, que jogou a camisa para a torcida após o final do confronto.
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