Ainda sem adquirir uma identidade no Campeonato Pernambucano, o Náutico voltou a oscilar entre bons e maus momentos dentro de uma única partida, sofrendo, novamente, com as vaias da torcida. Mesmo assim, o time do treinador Roberto Fernandes venceu o Porto e chegou aos 22 pontos. Apesar da vitória alvirrubra, o turno foi conquistado, com uma rodada de antecedência, pelo Sport.
Em um início de jogo arrasador, o Náutico precisou de apenas 45 segundos para levantar a torcida presente nos estádios dos Aflitos. Com personalidade, o volante Johnny driblou dois marcadores e, quando entrou na área do Porto, foi derrubado por Rodolfo. Emerson Sobral marcou pênalti, que Gilmar cobrou e converteu, abrindo o placar com um minuto de jogo.
Sem dar descanso ao adversário, o Náutico continuou mostrando perigo na criação das jogadas, com Johnny, Gilmar e Carlinhos Bala. A resposta do Porto saiu aos oito minutos, quando a zaga alvirrubra deu espaço para Guego chutar, fazendo Eduardo espalmar para escanteio.
Apresentando jogadas rápidas, os alvirrubros voltaram a envolver a defesa do time caruaruense aos 18 minutos. A bola saiu dos pés de Nunes para Gilmar, que tocou voltando para Kuki, deixando o artilheiro na cara do gol adversário. Porém, não foi dessa vez que Kuki marcou o 185º gol dele com a camisa do Náutico.
Apesar de o setor de criação alvuirrubro ter trabalhado bem, o time da capital voltou a cometer os erros de partidas anteriores, permitindo o crescimento do adversário ainda na metade da primeira etapa. Jogando juntos pela primeira vez, os zagueiros Vágner e Gladstone deixaram explícita a falta de entrosamento, dando espaço para as tramas de ataque do Porto.
Aos 39 minutos, o atacante Rogério foi derrubado por Gladstone na entrada da área alvirrubra. No primeiro ato, Emerson Sobral marcou pênalti, mas, após conversar com o assistente Luciano Cruz, o árbitro assinalou simulação do atacante caruaruense.
Pressionando o Náutico em busca do empate, o Porto chegou com Rogério e Guego, que chutou fazendo Eduardo espalmar para escanteio, aos 43 minutos. A queda de rendimento dos alvirrubros na partida deu início aos protestos dos torcedores, que voltaram a vaiar o time na saída para o intervalo.
Buscando retomar o domínio do jogo, o Náutico voltou para a segunda etapa partindo para o ataque, mas parou na defesa do Porto. Aos oito minutos, Gilmar cruzou para Kuki, que chutou para a boa defesa do goleiro Danilo.
Sem mostrar a mesma velocidade do início da partida, ficando restrito às jogadas do atacante Gilmar, o Náutico teve de resistir às investidas do Porto, que se revezou com o alvirrubro nas chances de gol, tornando o jogo morno.
Por não render o futebol esperado, o atacante Kuki foi substituído pelo meio-campista Dinda, aos 28 minutos. Insatisfeito, o atacante chegou a atirar uma garrafa d'água no banco de reservas do Náutico. Porém, a alterção surtiu efeito e meia foi o responsável pela jogada mais perigosa do Náutico no segundo tempo. Aos 35 minutos, Dinda arriscou um chute de longa distância e acertou o travessão do gol de Danilo.
Nos minutos finais, o time alvirrubro sofreu para segurar os ataques do Porto, com Neílson, Guego e Thiago Laranjeiras, que por porco não marca após Eduardo dar rebote dentro da área, aos 45 minutos.
NÁUTICO 1 x 0 PORTO NáuticoEduardo; Carlinhos (Ângelo), Vágner, Gladstone e Edson Miolo; Nunes (Galliardo), Johnny e David; Carlinhos Bala, Gilmar e Kuki (Dinda)
Técnico: Roberto Fernandes
PortoDanilo; Val, Gonçalves, Stanley e Osiel (Marlos); Rômulo, Vágner Rosa, Rodolfo (Neílson) e Thiago Laranjeiras; Guego e Rogério
Técnico: Adelmo Soares
Data: 11/02/2009 (quarta-feira)
Local: estádio dos Aflitos, no Recife
Árbitro: Emerson Sobral
Auxiliares: Luciano Cruz e Elan Vieira
Público: 7.299 torcedores
Renda: R$ 21.180
Cartões amarelos: Nunes, Vágner, Johnny, Carlinhos Bala, Gladstone (Náutico); Rodolfo, Rogério (Porto)
Gol: Gilmar, um minuto do primeiro tempo
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