Depois de fazer duras críticas ao presidente da Federação Mineira de futebol, Paulo Schettino e ao presidente da Comissão de Arbitragem, Lincoln Afonso Bicalho, o presidente do Atlético-MG Alexandre Kalil disse, nesta segunda-feira, não temer possível punição. Schettino e Bicalho revelaram no mesmo dia que será feita uma representação contra o dirigente atleticano junto ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).
"Isso é conversa para boi dormir, porque o chefe de arbitragem de Minas Gerais, só tem um clube que não reclama dele, os três últimos presidentes do Atlético pediram a saída dele, o América já pediu a saída dele uma vez, o Villa Nova já pediu, ele só serve para o Cruzeiro", disse Alexandre Kalil em entrevista à
Rádio Itatiaia.
O presidente da Federação Mineira de Futebol (FMF), Paulo Schettino, revelou, em entrevista, na tarde desta segunda-feira, que vai encaminhar ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), fitas com as declarações do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, que denunciou a existência de uma quadrilha relacionada à arbitragem na entidade.
Apesar da possibilidade de receber punição por causa das declarações dada após a derrota para o Cruzeiro no último domingo, Kalil frisou que irá brigar pela renúncia de Lincoln Afonso Bicalho.
"Aquela conversa de vai punir, isso não me interessa, vai punir sim o presidente do Atlético, mas ele (Lincoln Bicalho) vai sair, eu vou lá, converso com o presidente da Federação, peço desculpas, pago a minha punição, não tem problema, desde que ele saia", salientou.
Segundo o dirigente atleticano, a "cruzada" ao chefe de arbitragem mineira irá continuar até que aconteçam mudanças. "O Atlético não vai parar de falar, o Atlético tem voz para gritar, nós vamos à Federação, vamos à CBF, vamos questionar, vamos mandar fita, vamos mandar dados, vamos investigar, vamos fazer o capeta, mas não vamos desistir de moralizar a arbitragem de Minas Gerais para o próprio bem", finalizou Alexandre Kalil.
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