O Atlético-PR jogará em casa todos os seus sete jogos, da segunda fase do Paranaense. Em julgamento na tarde desta quinta-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) decidiu, por 8 votos a 1, reconhecer ação impetrada pelo clube, para que fosse cumprido o artigo 9° do regulamento, que prevê que o primeiro colocado, na primeira fase, terá o direito a um "supermando", no octogonal que irá decidir o título.
Literalmente, o artigo diz que "na segunda fase do campeonato, os 8 clubes classificados se enfrentam em turno único, com mando de campo do clube que teve melhor classificação geral na fase anterior do campeonato".
O tribunal rejeitou a interpretação da dada pela Federação Paranaense de Futebol que, baseada num parecer do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR), divulgou uma tabela, na qual os quatro melhores classificados terão quatro mandos cada, contra três mandos para os que terminarem entre a quinta e oitava posições.
Com a decisão do tribunal, a primeira rodada da segunda fase acontecerá no domingo, com quatro jogos, disputados a partir das 15h30.
De acordo com o advogado do Atlético, Domingos Moro, na esfera da Justiça Desportiva a "questão está liquidada". Ele disse que a decisão do tribunal é uma alerta às federações e clubes.
"É um alerta às entidades e clubes, para que, no futuro, tenham o máximo de cuidado, quando elaboram um regulamento", disse o advogado.
Os principais pontos do julgamento**13h45 - O julgamento começa. O procurador do STJD, Paulo Schimitt se mostrou favorável à manutenção artigo 9°, o que levou o advogado da Federação Paranaense de Futebol, Juliano Tetto, a pedir seu impedimento. Por unanimidade de votos, os auditores negaram o pedido.
14h23 - Por maioria de votos, os auditores decidem que os oito clubes que não avançaram à segunda fase do Paranaense não têm direito a participar do julgamento, já que não teriam interesse ou seriam beneficiados pelo tema em questão.
14h40 - O advogado da Federação Paranaense de Futebol assume a tribuna e acusa o Atlético-PR de agir de má fé ao recorrer à Justiça Desportiva. Domingos Moro, advogado do clube, retruca e há um bate-boca. Os dois têm a palavra cassada.
15h08 - O advogado do Coritiba, Itamar Cortes, tem a palavra e defende o ponto de vista da FPF. Observa que a posição do clube se dá apesar de achar mais vantajoso jogar nos moldes que o Atlético-PR propõe.
15h29 - O procurador Paulo Schmitt assume a palavra e faz críticas à Federação Paranaense de Futebol, dizendo que a tabela divulgada pela entidade foi feita para atender aos interesses da televisão.
15h43 - O relator do processo, Caio Rocha, vota e dá provimento ao recurso do Atlético-PR, para que seja mantido o artigo 9°, que lhe dá o direito de jogar todas as partidas da segunda fase na Arena da Baixada.
*Atualizada às 16h50*Descrição do site Justiça Desportiva, parceiro do UOL UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)