A morte de um corintiano antes de uma partida considerada sem risco - Corinthians e Vasco decidiram na quarta-feira uma vaga na final da Copa do Brasil - levou a Polícia Militar do Estado de São Paulo a defender torcida única nas partidas.
"A polícia acha viável uma providência enérgica sobre as torcidas organizadas. Ação preventiva não cabe mais, porque antes o efetivo era de quatro motos e agora precisa de 20 e mesmo assim não dá conta", falou o subcomandante da Polícia Militar, José Balestiero Filho.
Os 15 ônibus da torcida vascaína chegaram a São Paulo monitorados por 20 motos e um efetivo de 30 policiais. Mas segundo a PM, uma emboscada armada pela torcida Gaviões da Rua São Jorge - dissidência da Gaviões da Fiel -, surpreendeu a ação policial, que pretendia proteger parte do comboio e foi atacada em outro local.
"Essa torcida [Gaviões da Rua São Jorge] já é monitorada, eles têm registro na PM e é uma dissidência violenta da Gaviões da Fiel", explicou Balestiero. Pedras, pedaços de paus e ferros foram encontrados com torcedores do Corinthians.
Ainda segundo a PM, cerca de 120 pessoas se envolveram na briga que terminou com a morte do corintiano Clayton Ferreira de Souza, de 27 anos. Encontrado só de cueca e sem documentos, o torcedor só foi identificado nesta quinta-feira.
Diante do confronto entre torcedores, a polícia utilizou gás de efeito moral para recolocar torcedores nos ônibus e 30 pessoas foram detidas.
"Não haveria problema em um primeiro momento, porque não são rivais de Estado. Não era considerado de risco e o plano para o jogo foi bem feito, até porque este projeto de segurança não é feito baseado em número de torcedores no estádio", explicou Balestiero.
* Atualizada às 19h47