As investigações da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) podem fazer com que até 22 corintianos respondam, presos, por terem participado da briga com os vascaínos. Nesta quinta-feira, pelo menos cinco haviam sido indiciados.
De acordo com o promotor Paulo de Castilho, essa foi a primeira vez que torcedores foram presos em flagrante por formação de quadrilha e rixa após briga de torcidas.
A identificação dos torcedores e suas condutas individuais durante brigas é uma tarefa difícil para a polícia. Por isso, muitos acabam sendo liberados para responder processos em liberdade.
Segundo a delegada Margarette Barreto, no confronto de ontem foi possível encontrar barras de ferro, facas e veículos manchados com sangue em poder de torcedores que serviram de indícios para justificar suas prisões em flagrante.
Até a noite desta quinta-feira, dos 32 detidos inicialmente pela PM, 10 não estavam envolvidos nos crimes e foram liberados. Entre eles estavam um palmeirense e um vascaíno, que foram ouvidos como testemunhas do caso.
Os demais detidos eram torcedores corintianos.
As prisões de cinco deles já haviam sido formalizadas na noite desta quinta. Outros oito homens e um adolescente seriam indiciados até o fim do registro da ocorrência. Eles podem recorrer na Justiça para responder em liberdade. A polícia não sabia dizer até as 21h30 se os oito torcedores restantes seriam mantidos presos.
A Decradi ainda não tem pistas do autor do assassinato do torcedor corintiano. Segundo a delegada, o fato de nenhum vascaíno ter sido detido pela PM não prejudicará a investigação.