11/06/2009 - 09h01
Corintianos presos por briga na Marginal Tietê são soltos
Da Folhapress
Em São Paulo
Um grupo de 19 torcedores da Gaviões da Rua São Jorge, do Corinthians, que haviam sido presos na quarta-feira passada após participar de um confronto com torcedores do Vasco, tiveram a prisão relaxada, sendo autorizados a responder por seus crimes em liberdade.
Eles haviam sido indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, rixa com resultado em morte e dano ao patrimônio privado. Chegaram a ficar presos no Centro de Detenção Provisória Vila Independência, na zona leste de São Paulo.
Davi Gebara, 40, advogado de alguns membros da Gaviões da Rua São Jorge, confirmou a soltura de seus clientes. O benefício acabou sendo extensivo a todos os 19 torcedores.
"Aleguei que foi uma prisão arbitrária. Se todo torcedor que está junto no estádio, ou se dirigindo para ele, estiver formando quadrilha... O juiz ou juíza entendeu que os torcedores podem responder em liberdade provisória até que se chegue a alguma decisão", disse Gebara. "Não acho que haverá condenação", concluiu o advogado.
Os corintianos foram detidos na semana passada após participarem de um confronto com torcedores do Vasco que resultou na morte do também torcedor do Corinthians Clayton Ferreira de Souza, 27.
Ele foi encontrado agonizando, com ferimentos de golpes de barra de ferro e estocadas de objeto cortante logo após o fim do confronto que envolveu cerca de 60 membros da torcida Gaviões da Rua São Jorge - dissidência da Gaviões da Fiel e considerada pela polícia com alto potencial de violência - e mais de 400 vascaínos. Souza morreu no pronto-socorro.
O confronto ocorreu quando um comboio com 13 ônibus vindos do Rio, levando torcedores do Vasco ao Pacaembu para assistirem ao jogo da semifinal da Copa do Brasil (que terminou 0 a 0), encontrou-se com um ônibus de corintianos parado na marginal Tietê, próximo à ponte das Bandeiras (zona norte de São Paulo).
Segundo a Polícia Militar, os corintianos provocaram e agrediram os torcedores rivais, iniciando um confronto que só acabou com a chegada de reforços para os PMs que escoltavam o comboio de ônibus.
De acordo com o delegado José Antônio Ayres, da Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e de Intolerância), que investiga o caso, cinco dos 19 indiciados já haviam tido passagens pela polícia por crimes variados.
Como a polícia não deteve nenhum vascaíno no dia do tumulto - preferiu recolocá-los no ônibus e despachá-los para o estádio -, a Decradi ainda busca identificar quem eram os integrantes da torcida carioca envolvidos no confronto.