A violência no futebol é tema recorrente nos gramados brasileiros há tempos. Muitas leis já foram criadas, porém, insuficientes para conter o fato no país. Um projeto de lei para criar penas mais rígidas para atos violentos no esporte está a 37 dias na Comissão de Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, porém, foi alterado com a exclusão da obrigação de os torcedores se cadastrarem para assistir a jogos, como pretendia o governo.
Na última semana, segundo informou a
Folha de S. Paulo, o ministério lançou licitação para o sistema de monitoramento de acesso aos estádios no qual prevê comprar 400 mil cartões para identificar os torcedores, onde constariam digitais do cidadão, além de CPF, filiação e telefones.
A nova legislação prevê que só as torcidas organizadas têm que manter cadastro próprio. Entretanto, sem a obrigatoriedade de todos cumprirem-na, é impossível controlar o fluxo da torcida nos estádios.
O governo pretende contar com a ajuda dos clubes, para o controle de seus torcedores através de cadastramentos, porém, nem todos os cartolas são a favor. Mas a grande maioria dos estádios brasileiros já possui este sistema de monitoramento, sendo assim obrigatório pelo Estatuto do Torcedor em vigor.
Neste último domingo, câmeras flagraram parte da briga entre torcedores flamenguistas antes do duelo contra o Botafogo, no Engenhão. Só uma pessoa, no entanto, acabou detido. A nova legislação no Senado prevê pena de prisão de um a dois anos para quem causar qualquer tipo de desordem nos estádios ou em distância até 5.000 metros deles, além do trajeto de ida e volta da partida.
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