Aos 31 anos, Falcão já conquistou quase todas as glórias possíveis para um atleta do futsal. Quase, porque ainda falta a principal: conquistar a Copa do Mundo. O camisa 12 do Brasil "bateu na trave" em duas oportunidades. Em ambas, a seleção brasileira caiu diante da Espanha (2000 e 2004).
Mas neste ano surgiu a grande oportunidade de ele atingir o seu feito, pois a Copa do Mundo será disputada no Brasil, entre os dias 30 de setembro e 19 de outubro, nas cidades do Rio de Janeiro e de Brasília.
E, além de recuperar a hegemonia recente perdida para a Espanha, Falcão enxerga conseqüências bem maiores para o futuro do futsal no Brasil em caso de título.
"Nós queremos vencer o Mundial para apagar os dois últimos que nós perdemos", disse o jogador, que deve se despedir da seleção brasileira após a disputa da Copa do Mundo.
"É ultima chance talvez de muitos aqui de ser campeão, o que se acontecer será um divisor de águas para difundir o esporte em todo o país, não só no Sul. E esse é o nosso objetivo".
O eleito melhor do mundo no último Mundial elencou cinco equipes, além do Brasil, como principais postulantes ao título da competição neste ano.
"Eu coloco a Espanha, que é a atual campeã, a Itália que é a vice, a Argentina que ficou em quarto a Rússia e Portugal, que vêm muito forte esse ano, como os seis países em condições iguais".
Falcão, entretanto, fez questão de ressaltar a evolução dos adversários mais fracos no futsal. "Enfrentamos a Guatemala em 2000 e ganhamos de 29, enquanto no Pan do ano passado sofremos para ganhar de 4 a 1", exemplificou.
Mesmo tendo perdido as duas ultimas disputas em Copas do Mundo para a Espanha, Falcão rechaça o foco no principal rival desde o início da competição.
"A gente não está focando um adversário ou outro, e sim o titulo. Se não a gente fica jogando e esperando a Espanha, e isso atrapalha muito".