O discurso antes do jogo era de que o resultado era mais importante do que o show em si. Mas, na prática, o que se viu foi um passeio da seleção brasileira, que goleou o Japão por 12 a 1 em Brasília, na estréia das duas equipes na competição.
O Brasil, agora, soma três pontos e se torna o líder isolado do grupo A da competição - Cuba e Ilhas Salomão fecham a rodada às 12h30. Já o Japão é o lanterna com nenhum ponto.
"É uma vitória que nos dá confiança, com certeza. Nós podemos fazer uma primeira fase fácil, mas não significa que ela será fácil", avaliou Falcão após o jogo. Lenísio, autor do primeiro gol, explicou o bom desempenho do time: "Fizemos um pacto de união, trabalho e humildade. Vamos respeitar muito todas as equipes", declarou.
Os comandados do técnico PC de Oliveira voltam a jogar na próxima quinta-feira (2/10) contra Ilhas Salomão às 10h30 no mesmo ginásio Nilson Nelson. Já o Japão folga na segunda rodada e só entrará em quadra no sábado (4) às 12h30 também contra Ilhas Salomão no Nilson Nelson.
A novidade na escalação do time titular ficou para as ausências do capitão Vinicius e do ala Falcão. Mas como no futsal não há limites para a troca dos atletas, o craque da seleção brasileira já entrou aos 5min de jogo, para a alegria da torcida local, que gritava pela sua presença.
O Brasil tomou conta da partida desde o início, com uma marcação forte na defesa. Por isso, não demorou a abrir a contagem com Lenísio em um chute cruzado. Em outra jogada individual, Marquinho ampliou, tirando a tensão da estréia na competição.
A seleção brasileira abusava de perder chances, enquanto os comandados do técnico Sérgio Sapo, fechados, exploravam os contra-ataques e os chutes de longa distância, mas sem muito sucesso.
A 'apoteose' das arquibancadas aconteceu aos 11min do primeiro tempo, quando Lenísio tentou pegar o rebote dentro da área e sofreu o carrinho da defesa rival. Pênalti. O escolhido para bater foi Falcão, que não deu chances para o goleiro, para delírio da torcida.
O Japão, porém, marcou o seu, no final da primeira etapa. Osodo roubou a bola e, contra a defesa do Brasil desorganizada, marcou de esquerda.
Após o gol, os japoneses conseguiram equilibrar um pouco as ações da partida, o que levou o técnico PC de Oliveira a pedir tempo. Mas nada que ameaçasse o domínio brasileiro.
No segundo tempo, a "porteira do Japão abriu", e o Brasil não tomou conhecimento do Japão, para delírio da torcida, que gritava "olé" a todo o tempo.
Os gols brasileiros não paravam de sair. Com 5min de jogo, Wilde e Ari já aumentaram a contagem para 5 a 1. Com 10min, Schumacher, novamente Ari e Betão ampliaram a vantagem para 8 a 1. Com 16min, Ciço, Falcão, Schumacher e Lenísio fizeram 12 a 1 para a seleção, contra um Japão que parecia somente assistir o rival em quadra.
O ala Falcão, autor de dois gols, comentou seu desempenho. "Não é porque estou marcando que vou ficar impedido de fazer minhas jogadas. Mas tem que guardar para o momento certo", disse ele, que considera as derrotas nos últimos Mundiais como um aprendiazado: "Alguma coisa está guardada para a gente", revelou.
A 'massacrante' goleada da seleção brasileira dá confiança para a seqüência da Copa do Mundo, em que o Brasil luta para recuperar a hegemonia perdida para a Espanha e conquistar o hexacampeonato da competição (tetra na contagem da Fifa). Mas, ao mesmo tempo, coloca pressão para que o show aconteça nos próximos jogos, o que pode atrapalhar o desempenho da equipe.