Apesar de vencer com extrema tranqüilidade o Japão por 12 a 1 na estréia das duas equipes na Copa do Mundo de futsal, o Brasil teve duas etapas distintas na partida. No primeiro tempo, um jogo equilibrado e vitória por 3 a 1. Já na segunda etapa, a seleção teve amplo domínio e fez mais nove gols, contra nenhum sofrido.
O técnico PC de Oliveira credita essa discrepância de placares à mudança tática realizada no intervalo. Com a presença do pivô Betão entre os titulares, o Brasil minou os contra-ataques da equipe japonesa e controlou a partida.
"A entrada do Betão foi fundamental pelo estilo de jogo que ele joga. Com ele, a equipe voltou a jogar um futsal tradicional, e sofreu menos contra-ataques. A equipe sofreu menos porque reteve a bola na frente com o Betão, o que na minha opinião foi decisivo para vencer o jogo".
Feliz por ter contribuído para melhorar o desempenho da seleção brasileira na partida, Betão espera ganhar mais a confiança do técnico, e pede mais minutos em quadra.
"No momento que eu entrei a bola parou mais ali, porque eles estavam marcando em cima pressão, e aí comigo a gente já reteu mais a bola no ataque", declarou Betão.
"Espero ter passado a confiança para o PC para jogar mais minutos. Mas se tiver que jogar dois, três minutos vou dar o melhor de mim porque o mais importante é conquistar os três pontos".
Além de executar uma função tática importante, Betão marcou um gol e deu duas assistências na vitória sobre o Japão por 2 a 1.
"O pivô tem mais essa função mesmo né, de segurar a bola, e eu fico muito feliz de ter dado duas assistências e mudado o panorama da partida naquele momento".