Em sua primeira Copa do Mundo de futsal, a equipe das Ilhas Salomão trouxe ao Brasil uma equipe formada por jogadores amadores, novos e inexperientes - o mais velho da equipe tem 21 anos, e a média de idade é de 18, sendo de forma disparada a equipe mais jovem do campeonato.
O futsal no país, que fica situado na Oceania e tem 581 mil habitantes, não caiu totalmente nas graças do público local - é o quinto em popularidade, ficando atrás até do Netball (esporte muito praticado na região e que lembra o basquete).
Mas apesar de não ser um esporte tão popular, o 'Kurukuru team' - como é chamado no seu país costuma ter um expressivo destaque na mídia local. "Volta e meia eles aparecem no jornal", disse ao
UOL Esporte um membro do estafe da equipe.
O futsal só começou a surgir no país há seis anos (2002), quando a Igreja australiana Dural Baptist decidiu incentivar a prática do esporte entre as crianças, para que elas pudessem esquecer um pouco da guerra civil que assolava o país e durou mais um ano (2003).
"Nós montamos uma liga para jovens de 9 a 17 anos na época. Mas ainda estamos tentando desenvolver o futsal nas Ilhas Salomão", disse o técnico da equipe, Victor Wai'ia.
Para auxiliar no comando da equipe Wai'ia solicitou a presença do australiano Dickson Kadau, que contou um pouco sobre a estrutura das Ilhas Salomão para praticar o futsal.
"Eles podem explicar melhor, mas pelo que eu saiba lá só tem uma quadra de basquete para praticar o futsal. Recentemente, eles criaram uma liga lá, mas nada profissional ainda".
O amadorismo no esporte é constatado na fala do capitão da equipe Elliot Ragomo, que confessou que os jogadores tiveram que fazer algum sacrifício para poderem estar atuando na Copa do Mundo.
"Para vir para cá, nós tivemos que deixar de lado os nossos estudos, porque a grande maioria dos jogadores ainda estuda", confessou. "Nós não somos profissionais como os outros que estão aqui, mas nos sentimos como profissional, justamente por estarmos na Copa do Mundo".