Perder uma partida por 21 a 0 geralmente é difícil de suportar. Mas o técnico do inexperiente time das Ilhas Salomão, Victor Wai'ia encara o resultado de outra forma.
"O time é muito jovem. Nós temos que aprender muitas coisas ainda. Mas hoje aprendemos muito com jogadores como Falcão e outros atletas da seleção brasileira. Isso vai ajudar para o desenvolvimento do esporte, que ainda é muito recente no país", declarou.
O futsal começou nas Ilhas Salomão, um país da Oceania com quase 600 mil habitantes, há apenas seis anos. Foi uma forma encontrada por uma igreja australiana de tentar fazer com que as crianças não sofressem tanto as conseqüências da guerra civil que assolava o país na época.
A equipe, que treina em uma quadra bem menor que as dimensões oficiais do futsal, disputa no Brasil o primeiro Mundial de sua história. E, logo na sua segunda partida, os salomônicos encararam os brasileiros, cinco vezes campeões do mundo (embora a Fifa reconheça só três).
"Adoramos jogar contra o Brasil, um time muito técnico, uma escola muito poderosa do futsal. Os garotos ficaram muito felizes e honraram esse uniforme", declarou Wai'ia.
"Agradeço a seleção brasileira, e espero que as Ilhas Salomão continuem jogando e se divertindo no esporte".