Campeão de quase tudo o que se possa imaginar no futsal mundial, o fixo Schumacher tem uma história muito diferente das demais. Apesar da carreira de sucesso, o jogador só começou tarde a praticar o esporte.
"Fui entrar no futsal com 21 anos. Acho que é um pouco tarde, pois não tive uma categoria de base, mas graças a Deus deu tudo certo", comemorou.
Schumacher disse que tem esse apelido não pelo ex-piloto heptacampeão mundial da F-1, mas sim pelo goleiro que marcou época na seleção da Alemanha.
"Em 82 tinha um goleiro com esse nome na Copa, e eu era muito pequeno mas jogava no gol. Aí quando fazia uma defesa gritava Schumacher, por isso ficou esse apelido e está até hoje, apesar de não ter nada a ver porque eu sou carequinha".
O paulistano também teve uma rápida passagem pelas categorias de base do Nacional no futebol, mas não se adaptou ao esporte e acabou desistindo.
"Futebol é muito mais complicado, pois tem muita concorrência. Acho que não era um bom jogador, porque senão estaria jogando futebol hoje", analisou.
Schumacher teve uma carreira meteórica no futsal. Em 1997, começou no Corinthians. Três anos depois já defendia a seleção brasileira na Copa do Mundo da Guatemala, onde foi eleito o segundo melhor jogador do mundo, perdendo apenas para a lenda Manuel Tobias.
"O Schumacher evoluiu muito. Eu o acompanhei desde os tempos de Corinthians. Nós começamos juntos lá. É um jogador se tornou cada vez mais completo", falou Falcão, ressaltando a sua polivalência.
No seu terceiro Mundial, o fixo já tem 22 gols marcados na história da competição. Mas nem isso e muito menos todos os títulos conquistados no Inter Movistar irão servir para completar a sua carreira se ele perder a Copa do Mundo.
"Comecei em 97 no futsal junto com o Falcão que é meu companheiro. Agora esperamos quem sabe encerrar a carreira na seleção com um título junto", torceu Schumacher.