Nem a vitória contra a Espanha na decisão por pênaltis, retomando a hegemonia brasileira na Copa do Mundo de futsal, deve servir para dar continuidade ao técnico PC de Oliveira no comando da equipe nacional da categoria.
Após a partida, o treinador falou em tom de despedida da seleção brasileira. "Os jogadores e as pessoas de comissão técnica que virão precisam ser exigentes quanto à estrutura que a gente montou. Ninguém vai aceitar menos o que a gente tem aqui".
Ao ser questionado do porque falar nas "pessoas da comissão técnica que virão", o treinador disse que tem contrato até o final deste ano e deixou os dirigentes da CBFS (Confederação Brasileira de Futsal) tranqüilos para definir o seu futuro na seleção brasileira.
"Como termina o meu contrato, a confederação vai estar a vontade. Vai trabalhar com calma com tranqüilidade, porque ela foi muito pressionada durante esses quatro anos. Ela terá muita calma para decidir o que fazer e decidir os rumos do futsal brasileiro".
PC fez questão de valorizar os feitos da sua comissão técnica. Em 120 partidas no comando, o treinador ganhou 116, empatou três e perdeu somente uma.
"A gente concluiu um trabalho de quatro anos vencendo todos os torneios que disputou. Vencendo os torneios que haviam sido perdidos. Nós recuperamos três títulos. Nossa equipe é campeã sim nesse momento, mas recuperou com propriedade os títulos que nos deixamos para trás".
Sobre a final contra a Espanha, o treinador disse que foi a maior de todos os tempos no seu ponto de vista. "Foi a melhor final de todos os tempos. Jogo muito igual o tempo inteiro. Foi uma final digna da bicampeã mundial contra o hoje atual campeão do mundo".