Assim como o ex-técnico da seleção brasileira, PC de Oliveira, o fixo/ala Schumacher ficou conhecido na Copa do Mundo de futsal de 2008 por não ter "papas na língua". Sempre que entrevistado, o jogador nunca se privou de dizer o que pensa.
O jogador reconheceu esta faceta de sua personalidade, mas disse que isso nunca o atrapalhou na carreira. "Nunca sofri por ser autêntico. As pessoas sempre respeitaram minha maneira de ser e sempre foi tudo muito tranquilo".
O jogador confidenciou que ficou mais reconhecido após a boa atuação na Copa do Mundo de 2008 no Brasil, torneio que lhe rendeu um título e o prêmio de segundo melhor jogador. Mas tal reconhecimento ainda é muito diferente do que o da Espanha, onde atua no Inter Movistar e é tido como ídolo.
"Após o Mundial tive um reconhecimento inesperado em todos os lugares por onde passava no Brasil. Fico muito feliz com isso", elogiou. "Acho normal que na Espanha seja um ídolo porque há anos atuo por lá. As pessoas me conhecem e reconhecem meu esforço e isso é muito gratificante".
Apesar de já ter uma idade avançada (33 anos), Schumacher não quer nem pensar em aposentadoria. Mas o jogador se mostra consciente de que disputou o seu último Mundial em 2008.
"Ainda é muito cedo para pensar em me aposentar, pois estou no meu melhor e espero poder atuar por muito tempo. Quanto ao próximo Mundial [em 2012] acho pouco provável participar, pois a seleção está passando por um processo de renovação que é necessário".
Sobre o processo de renovação do futsal do país, Schumacher elogiou a nova geração, mas evitou fazer previsões para não pressioná-los. "Acho que são jogadores talentosos, com grande futuro e que podem dar muitas alegrias ao nosso futsal. Creio que é cedo pra opinar. Vamos esperar senão já começa muita pressão para cima deles. É preciso calma".
Após duas tentativas frustradas de ser campeão mundial, Schumacher finalmente conseguiu o intento, e não disfarça a sensação de alívio por poder colocar esta conquista entre as várias que obteve na carreira.
"É uma felicidade sem tamanho, uma enorme sensação de dever comprido, pois o titulo tão esperado foi conquistado. A família sempre me apoiou, mas também me cobrou muito. Hoje está satisfeita e orgulhosa".