A desavença entre Jade Barbosa e a Confederação Brasileira de Ginástica é cada vez maior. Enquanto a recuperação do punho lesionado não evolui, a família da ginasta confirma que vai entrar na Justiça para cobrar da CBG o dinheiro gasto no tratamento, e ainda dá a entender que a atleta pode abandonar a seleção brasileira.
A madrasta de Jade, Elisete Chagas, declarou ao jornal
O Globo desta terça-feira que a família decidiu que a atleta não vai se reapresentar à seleção em janeiro, em protesto à indicação de Maria Luciene Resende como nova presidente da CBG.
"Tudo vai continuar na mesma, já que serão as mesmas pessoas no comando", disse Elisete, referindo-se à eleição da vice-presidente durante a gestão de Vicélia Florenzano.
A madrasta já fala que a ginasta pode abandonar definitivamente a seleção. "A Jade já tem convites para atuar nos Estados Unidos. E lá ela seria profissional, viveria de ginástica", vislumbra.
A família de Jade alega falta de interesse por parte da CBG em relação à lesão no punho da ginasta, descoberta às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim. Também nesta terça, o médico da atleta, Ricarco Laranjeira, admitiu ao jornal
O Estado de S. Paulo que o repouso não surtiu efeito na recuperação.
"O osso está morto e não há o que fazer quanto a isso", afirmou Laranjeira, referindo-se à necrose no capitato do punho direito de Jade. O médico não descarta a cirurgia, mas explica que o tratamento pode ser feito com fisioterapia e remédios.
"A idéia é chegarmos a um consenso sobre a forma de tratamento, já que, por ser um caso raro, não há unanimidade sobre como proceder", explica Laranjeira, que pretende recorrer a um especialista em Miami, nos Estados Unidos.
Nos bastidores, a madrasta de Jade lembra que a CBG não ofereceu qualquer apoio. "Tudo está sendo bancado pelo pai de Jade [Cesar Barbosa] e nada mais justo que cobrarmos isso na Justiça. Já constituímos advogado e vamos esperar as festas de fim de ano para tomarmos as providências", adiantou Elisete.