Diego Hypolito fez aquecimento neste sábado antes da final do solo, mas não competiu. O brasileiro, que não se classificou à decisão e era o primeiro reserva, tinha esperanças de que algum ginasta desistisse da prova e abrisse uma vaga, mas não foi o que aconteceu. Então, das arquibancadas da Arena O2 em Londres, o paulista viu seu grande rival, Marian Dragulescu, conquistar o tetracampeonato no Mundial de ginástica artística, disputado em Londres.
"Eu estava até com vergonha, porque fica parecendo que eu quero ver alguém se machucar, mas não é isso. Assim como não quero me machucar, não quero isso pra ninguém", comentou Diego ao
Sportv antes da final deste sábado, revelando desconforto por ficar fora da final.
Sem o brasileiro bicampeão mundial no tablado, Dragulescu mostrou por que já possuía seis medalhas de ouro em Mundiais (três no solo e três no salto). Depois de chegar a Londres praticamente desacreditado, o romeno, que nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008 teve a mesma frustração de Diego Hypolito ao ficar fora do pódio, apresentou grande forma, fez uma performance quase impecável e assegurou a primeira colocação com 15,700 pontos.
Após a prova, Dragulescu não conseguiu definir as razões de sua vitória. "Difícil explicar. Quando se ganha uma competição disputada, tem um pouco de tudo. Eu estava em um dia especial e tive mais sorte nos movimentos do que os meus adversários", analisou o romeno, que no domingo ainda disputará a final do salto. "Sou muito jovem, me sinto poderoso, com muita vitalidade. Ainda preciso treinar muito, sei que tenho um longo caminho pela frente".
O chinês Kai Zou, que em Pequim-2008 se aproveitou das falhas de medalhões como Diego e Dragulescu para ficar com o ouro, neste domingo teve de se contentar com a prata (15,675 pontos). O israelense Alexander Shatilov, um dos grandes nomes do solo na atualidade, completou o pódio (15,575).
Estreante campeãMas se no solo masculino o ouro ficou com um rosto bastante conhecido, no salto feminino a conquista foi de uma estreante. Aos 16 anos e disputando sua primeira competição internacional, a norte-americana Kayla Williams mostrou muita potência e fez dois voos impressionantes, sendo a única ginasta a ter média na casa dos 15 pontos: 15,087.
A suíça Ariella Kaeslin (14,525) e a francesa Youna Dufournet (14,450) completaram o pódio.
Neste domingo serão disputadas as cinco e últimas finais do Mundial de ginástica em Londres: solo e trave no feminino, e salto, barra fixa e barras paralelas no masculino. Nenhum brasileiro estará na final.
*Colaborou Paula Almeida, em São Paulo