O romeno Marian Dragulescu e o time da China foram os grandes destaques do último dia do Mundial de ginástica artística disputado em Londres. Neste domingo, o ginasta europeu conquistou nada menos do que seu oitavo ouro mundial, enquanto os representantes do país asiático faturaram mais três medalhas douradas.
Um dia após conquistar o tetracampeonato no solo e provar que está em sua melhor forma, Dragulescu voltou ao tablado da Arena O2 hoje para reforçar de vez seu status de ícone do esporte. Com dois voos praticamente impecáveis, o romeno assegurou o ouro no salto com média de 16,575 pontos, acrescentando mais um tetracampeonato mundial ao seu currículo. O europeu deixa o Mundial de Londres como único atleta a conquistar duas medalhas douradas.
A felicidade da grande torcida romena presente no ginásio londrino ficou ainda maior quando outro filho do país, Flavius Koczi, faturou a prata também no salto (16,337) e fez dobradinha nacional com Dragulescu. O russo Anton Golotsutskov completou o pódio (16,287).
Mas após o ouro para a Romênia no salto masculino e a
conquista da britânica Beth Tweddle no solo feminino, apenas um país brilhou: a China. Depois de faturarem três ouros nas primeiras finais por aparelhos, no sábado, os asiáticos repetiram a dose neste domingo e dobraram o número de insígnias douradas para o país.
A primeira a triunfar foi a jovem Linlin Deng, que cravou 15 pontos em sua apresentação na trave e assegurou a primeira colocação, deixando para trás a australiana Lauren mitchell (14,875) e a norte-americana Ivana Hong (14,550).
Depois foi a vez não de uma, mas de duas medalhas chinesas em um mesmo aparelho, quando Guanyin Wang (15,975) e Zhe Feng (15,775) fizeram a dobradinha nas paralelas. O terceiro lugar ficou com outro oriental, o japonês Kazujito Tanaka (15,500).
A última conquista do dia veio na barra fixa, em uma das finais de mais alto nível no Mundial. Zou Kai, que já havia assegurado a prata no solo, foi o único a romper a marca dos 16 pontos (16,150) e subiu no lugar mais alto do pódio. A prata ficou com o holandês Epke Zonderland (15,825), seguido pelo italiano Igor Cassina (15,625).
Com as seis medalhas de ouro conquistadas em 10 finais por aparelhos, a China compensou o fato de não ter disputado finais no individual geral e garantiu a primeira colocação no quadro de medalhas em Londres. O país teve ainda duas pratas e um bronze.
Os Estados Unidos, que levaram um time renovado, mas tinham grandes esperanças de medalhas, ficaram com a segunda posição, mas um vice que teve gosto amargo (dois ouros, uma prata e um bronze). Já a Romênia, impulsionada pelos dois títulos de Marian Dragulescu, ficou no terceiro lugar. O Brasil não conquistou nenhuma insígnia, apesar de ter disputado três finais e de ter ficado próximo do pódio com Arthur Zanetti, que foi o quarto colocado na final de argolas.