UOL Esporte Ginástica
 
31/10/2009 - 07h21

Vilão de Daiane, diurético é comum em casos de doping no Brasil

Bruno Império
Em São Paulo
A Federação Internacional de Ginástica divulgou na última sexta-feira o resultado de um exame antidoping de Daiane dos Santos que apontava a existência da substância furosemida, um diurético proibido pelas listagens da Wada (Agência Mundial Antidoping). Mas o caso da ginasta está longe de ser um fenômeno isolado no esporte nacional.

ANTES DO FLAGRA, DAIANE PRETENDIA VOLTAR AO TOPO EM 2010

Por meio de nota a ginasta admitiu ter usado o medicamento durante um tratamento que realizou para a perda de gordura localizada. Tese confirmada pelo professor em endocrinologia da Escola Paulista de Medicina, Dr. João César.

"A furosemida é um diurético que pode ser comprado em qualquer farmácia. Muitas vezes, pelo fato de colaborar na eliminação de líquidos, também é utilizado no meio de fórmulas manipuladas para emagrecimento. O que é importante ser dito é que essa substância só pode ser comercializada com receita médica. Mas no Brasil, é muito comum ser vendida sem qualquer discriminação", afirmou o médico.

Os diuréticos, de um modo geral, também são usados por atletas para mascarar outras substâncias dopantes. E diversos atletas nacionais já enfrentaram problemas nos tribunais e penas pelo uso destas substâncias. Confira os cinco casos mais famosos:

OS CASOS DE DOPINGS BRASILEIROS COM SUBSTÂNCIAS DIURÉTICAS

Daiane dos Santos

Daiane dos Santos se recuperava de cirurgia e não estava competindo quando, em julho deste ano, foi submetida a exames pela Wada (agência mundial antidoping). Os resultados foram divulgados na última quinta-feira e apontaram a presença de furosemida. A ginasta admitiu o uso da substância em tratamento para redução de gordura localizada e prepara defesa
Felipe

O atual goleiro do Santos teve problemas com doping em 2006, quando era reserva de Fábio Costa. Ele foi flagrado pelo uso de substâncias diuréticas em exame antidoping realizado após um jogo contra o Grêmio, no segundo turno do Brasileirão. Na ocasião, a explicação é que o jogador teria tomado, por engano, um remédio para dor de cabeça na casa de uma tia. Ele foi julgado duas vezes pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e considerado inocente.
Victor Penalber

Uma das maiores revelações do judô brasileiro nos últimos anos, o carioca Victor Penalber foi flagrado no antidoping no Mundial por equipes realizado no Japão em outubro do ano passado. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte o judoca admitiu ter usado diuréticos porque precisava perder peso com urgência após realizar uma cirurgia
Mariana Ohata

A triatleta foi flagrada pelo uso de furosemida durante uma etapa do Circuito Mundial e pegou seis anos de suspensão por ser reincidente no uso da substância que mascara outros tipos de doping. Atleta do Pinheiros, teve até mesmo seu contrato com o clube encerrado.
João Derly

Com problemas de peso, João Derly apelou a diuréticos em 2003 e foi flagrado em exame antidoping. Por conta da substância, chegou a ficar seis meses afastado dos tatames. Em sua volta, acabou mudando de categoria para driblar os problemas com a balança e foi bicampeão mundial.

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