Alexandra "come quieta", vira artilheira e tenta levar seleção para semi do Mundial

Luiz Paulo Montes
Em São Paulo

  • Cinara Piccolo / Photo&Grafia

    Alexandra é a cobradora oficial de 7m da seleção brasileira no Mundial de handebol

    Alexandra é a cobradora oficial de 7m da seleção brasileira no Mundial de handebol

Sempre isolada na ponta direita da quadra, Alexandra é a principal destaque do Brasil no Mundial feminino de handebol, em São Paulo. A tática, até agora, funcionou. A bola gira pelas companheiras e chega na mão da jogadora canhota. Com lances deste tipo ela se tornou a principal artilheira do país na competição. Até agora já são 35 gols marcados, que o colocam na briga pelo posto de maior goleadora.

Apesar de ser natural de Limeira, no interior de São Paulo, Alexandra se tornou a "mineirinha" do time. Come quieto, literalmente pelas beiradas. Nesta quarta-feira, às 20h (de Brasília), ela é a principal aposta do técnico Morten Soubak para a partida contra a Espanha, pelas quartas de final. Caso o Brasil vença, conseguirá uma histórica vaga na semifinal, o que seria o melhor resultado do time em Mundiais. Mesmo com o status de artilheira, a ponta direita não espera nenhuma marcação especial das rivais.

"Fico ali quietinha, escondida, esperando receber uma bola. Tem dado certo assim até agora. Eu acredito que não vá receber marcação especial. O espaço onde eu fico é muito pequeno. Mas se ficar alguém ali para me marcar, melhor ainda, porque abre espaço na quadra e fica  cinco contra cinco. Estou tranquila mesmo quanto a isso", afirmou a brasileira, após o triunfo por 35 a 22 sobre a Costa do Marfim, na segunda-feira, pelas oitavas de final.

GOLEIRA SE INSPIRA EM ROGÉRIO CENI, FAZ GOLS NO MUNDIAL E DEDICA AO ÍDOLO

  • Gabriel Inamine/Divulgação Photo&Grafia

    A goleira Bárbara já anotou dois gols no Mundial, ambos arremessando de sua área, no último segundo dos jogos contra Tunísia e Costa do Marfim. Para isso, ela revelou uma inspiração no goleiro sãopaulino Rogério Ceni, a quem dedicou os tentos.

Até a última rodada da fase de grupos, Alexandra ocupava a terceira colocação entre as maiores goleadoras. No entanto, contra a Tunísia, ela foi poupada,  já que o Brasil estava classificado, e caiu para a décima colocação. Contra as marfinesas, os 10 gols marcados recolocaram a brasileira de 29 anos na luta pela ponta, principalmente porque apenas duas das concorrentes à sua frente ainda permanecem no Mundial: a norueguesa Sulland Linn Jorum (39 gols) e  Kiala Marcelina, de Angola (35 também).

E para conseguir marcar tantos gols no torneio, Alexandra, que atua no Hypo, da Áustria, pediu ajuda às goleiras da seleção, Chana e Bárbara.  As duas passaram dicas para a jogadora sobre onde é  mais difícil uma goleira conseguir defender um arremesso, e ajudam também após os treinos, quando a ponta direita fica depois do fim da atividade praticando. 

Em sua quarta participação em Mundiais, ela vê a experiência como um fator importante para ter se tornado a principal goleadora do Brasil. "Esse lado está chegando mais forte agora, por causa da experiência. Disputei minha primeira edição de Olimpíadas com 22 anos, em Atenas (2004). Acho que desde os 27 anos esse meu lado está se desenvolvendo mais. Jogar lá fora, contra as melhores goleiras, também ajuda muito", finalizou.

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