A Liga Nacional de handebol deve mudar o seu calendário em 2009. De acordo com a CBHb (Confederação Brasileira da modalidade), a competição costuma começar em agosto, porém, este ano alguns jogos poderão ser antecipados para julho. A entidade alega que a mudança deve acontecer por conta da alteração da data das Olimpíadas Universitárias (Jubs), que passou de julho para agosto. Como grande parte das equipes nacionais é vinculada a universidades, o evento estudantil pesou e a confederação pensa em tomar a medida para não esvaziar o torneio.
| CAMPEÕES TENTAM MAIS UM TÍTULO |
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 Em 2008, a Unopar comemorou o título na final da Liga Nacional diante da Metodista |
 No feminino, a Metodista garantiu o troféu na decisão contra o time de Blumenau |
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"Ainda não está nada definido. Tivemos uma reunião e foi cogitado de algumas partidas serem antecipadas. A Liga normalmente vai de agosto até o final de novembro, mas como os jogos universitários passaram para agosto e muitas equipes cedem atletas, ou participam, pensamos em não prejudicá-las", afirmou Fabiano Redondo, diretor de marketing da CBHb.
A CBDU (Confederação Brasileira do Desporto Universitário), que organiza as Olimpíadas Universitárias, explicou que a mudança do torneio ocorreu por conta de outra competição. "A data mudou porque o Universiade (versão internacional do torneio) foi de agosto para julho, por ser na Sérvia. Mas isso foi feito com o consenso da TV Globo e dos outros parceiros", ressaltou André Mattos, diretor técnico da CBDU.
No entanto, a entidade que rege o handebol brasileiro não foi consultada. "Não foram consultados, foram comunicados. A gente faz a mudança e depois comunica. Se a gente perguntasse para cada modalidade quando seria melhor, a competição não iria acontecer nunca", justiçou Mattos.
Pelo lado dos clubes, as opiniões ficam divididas, pois não são todos que vão participar da competição universitária. "Temos esse problema e as outras equipes também têm. Para nós seria muito melhor se antecipasse a tabela. A gente não quer se prejudicar porque os nossos patrocinadores são universidades e não queremos prejudicar quem nos apoia", disse Sergio Graciano, técnico da equipe feminina de Blumenau.
Para Alberto Rigollo, gerente de esportes da Metodista, que não disputará a competição estudantil, o problema de calendário é crônico no Brasil. "O calendário é um problema no Brasil, do futebol à bolinha de gude. Se isso acontece no futebol, imagina nos outros esportes. É difícil dizer que esta antecipação vai nos atrapalhar, nem fomos informados oficialmente ainda. Atrapalhar, atrapalha. Pode atrapalhar mais ou atrapalhar menos", afirmou.
O dirigente lamenta o fato das entidades não procurarem os clubes para decidirem este tipo de situação. "Essa competição [Olimpíadas Universitárias] é uma coisa nova que veio da organização sem respeitar a hierarquia do desporto nacional. Os presidentes das confederações são escolhidos pelos clubes, eles estão ali para nos representar, mas não fomos consultados", acrescentou Rigollo.
Outro empecilho Faltando pouco mais de um mês para o início do mês de julho, a tabela da competição ainda não está pronta. O diretor da CBHb afirmou que, além deste problema, o que atrasou a execução do calendário é que ainda existe uma vaga pendente no feminino. "Os oito times do masculino já estão definidos, mas no feminino ainda falta um time. Pretendemos divulgar a tabela na primeira quinzena de junho", explicou.
No masculino, os times que jogarão em 2009 São Metodista/São Bernardo (SP), Esporte Clube Pinheiros (SP), Imes/São Caetano (SP), Unopar/Londrina (PR), Iate Clube São Carlos (SP), FAE Blumenau (SC), Clube Olímpico de Maringá (PR) e Clube Chapecoense (SC).
No feminino, já está definida a participação da Metodista/São Bernardo (SP), Furb Blumenau (SC), Praia Tênis Clube (ES), UNC Concórdia (SC), Colégio Santa Catarina/Novo Hamburgo (RS), Aceu/Univali (SC) e UCS/Caxias do Sul (RS). "A última vaga está entre Santo André, Suzano e Cascavel. Santo André está um passo à frente das outras porque se mostrou interessada primeiro. Mas vamos avaliar a estrutura das equipes, os subsídios para viagens, hospedagem e alimentação para chegar a uma definição", explicou Fabiano Redondo.