UOL Esporte Handebol
 
23/06/2009 - 07h00

Indefinido, Brasil briga por hegemonia no Pan-Americano e vaga no Mundial

Felipe Munhoz
Em São Paulo
A seleção brasileira feminina de handebol começa nesta terça-feira a briga para manter a hegemonia no Pan-Americano da categoria. O Brasil vai tentar defender os seis títulos consecutivos na competição e lutar para garantir uma vaga no Mundial da China, que acontece em dezembro. No entanto, o técnico dinamarquês da equipe, Morten Soubak, afirmou que o time tem desfalques importantes e segue indefinido para o Mundial.

TÉCNICO TEM 1º DESAFIO COM O BR
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Com um grupo desfalcado, o técnico da seleção diz que a concorrência será grande
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Lucila tenta passar a experiência de quem já conquistou 6 pan-americanos pelo Brasil
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Morten Soubak gostou da defesa barsileira, mas quer melhora nos contra-ataques
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"Ainda não podemos contar com algumas jogadoras importantes que acabaram a temporada da Europa há pouco tempo e estão cansadas. São mais de seis jogadoras ausentes. Mas este grupo tem me mostrado que a concorrência vai ser muito forte. Como eu disse antes, este ano vamos trabalhar para definir o elenco", destacou Morten Soubak ao UOL Esporte direto do Chile.

O Brasil está no Grupo A, ao lado de Paraguai, México e Chile. Enquanto o Grupo B é formado por Argentina, República Dominicana e Uruguai. E estreia é nesta terça-feira às 16h (horário de Brasília), contra a seleção mexicana. O técnico não esconde que o nível deste campeonato é bem inferior ao Mundial, mas espera o mesmo comprometimento das atletas.

"Isso é uma coisa muito perigosa. Temos que entrar em quadra comprometidos para conseguir a vaga no Mundial. Mas é evidente que o nível do Pan-Americano é bem inferior do que o encontrado no Mundial", afirmou o dinamarquês. O técnico sabe que, caso aconteça algum tropeço no Chile, o seu início de trabalho pode ficar marcado negativamente - esta é a primeira competição que o treinador faz sob o comando da seleção, que assumiu em março.

Vindo da escola nórdica, que tem muita tradição no handebol mundial, Morten aos poucos tenta impor o seu estilo ao time brasileiro. Apesar disso, ele explica que é o grupo que define a forma de jogo. Há uma semana, a seleção fez dois amistosos contra a Espanha, ganhou uma partida e perdeu outra. A experiência contribuiu para o treinador saber as falhas que terá que corrigir.

"Eu pedi para elas uma defesa forte e um contra-ataque rápido. Gostei muito da parte defensiva, mas o contra-ataque não me agradou e vou cobrar mais delas. Tento passar uma coisa ou outra, mas o estilo de jogo são elas que determinam. Depende da característica do elenco", ressaltou o técnico.

A armadora Lucila Viana, 33 anos, esteve em quadra nos seis títulos pan-americanos do Brasil e avalia que muita coisa mudou no cenário da competição de lá para cá. "A grande diferença é que em 97 não tínhamos esse favoritismo nas Américas e ainda lutávamos pelo nosso reconhecimento. No primeiro, o nervosismo foi muito grande, mas agora no sétimo, já estou mais calma. A minha missão é ajudar a seleção brasileira com a minha experiência e passar tranquilidade para as meninas que estão chegando", disse.

Lucila aposta na força física dessa nova geração para alcançar os objetivos atuais. "As meninas mais novas são bem altas, fortes e rápidas e esse é um dos pontos fortes do Brasil nesse novo ciclo olímpico", finalizou.

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