Depois de encerrar uma sequência vitoriosa de seis campeonatos Pan-Americanos consecutivos
com uma derrota para a Argentina na final, a seleção brasileira feminina de handebol faz um balanço do torneio e mantém o mesmo discurso da inexperiência das atletas e do "projeto a longo prazo". De acordo com o presidente da confederação da modalidade (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, o mais importante foi conquistar a vaga para o mundial, que acontece em dezembro, na China.
| BRASIL ASSUME 'RISCO CALCULADO' |
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 O presidente da CBHb disse que a derrota para a Argentina foi um risco premeditado |
 O técnico Morten Soubak afirmou que o Brasil não manteve o equilíbrio na final |
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"Nós estamos começando um ciclo novo, com uma comissão técnica nova. É preciso dar oportunidade ao Morten [técnico] observar. Nós ficamos tristes porque perdemos na prorrogação e para a Argentina, mas foi um risco premeditado. Quando nós fizemos contatos com as nossas atletas, muitas estavam contundidas, muitas estavam precisando de repouso. Queríamos ganhar e manter as vitórias, mas o mais importante era obter a qualificação para o mundial e conseguimos", ressaltou Manoel Luiz Oliveira ao
UOL Esporte.
Antes mesmo do Pan-Americano do Chile começar, a comissão técnica do Brasil comandada pelo dinamarquês Morten Soubak já havia informado que não iria poder contar com algumas atletas. Grande parte das garotas que fazem parte do planejamento do técnico atua na Europa, onde os torneios terminaram há pouco tempo.
"Se você levar em consideração que temos cerca de 22 atletas importantes na Europa e que só pudemos contar com umas quatro, dá para você perceber. Tem gente que já está na Europa faz tempo e, visando o Mundial de 2011, vamos tentar segurá-las mais um pouco no Brasil", prometeu o dirigente brasileiro.
O Brasil vinha de seis títulos consecutivos no Pan-Americano e a derrota de 26 a 25 na prorrogação para as argentinas mexeu com os brios do técnico dinamarquês. Morten Soubak não gostou do "desequilíbrio" da equipe na decisão e também criticou a arbitragem que, segundo ele, era muito fraca.
"Foi uma surpresa para mim que nós não soubemos fechar o jogo quando estávamos na frente do placar. Acho que falhamos taticamente, ou talvez, esse é o negócio da inexperiência. Nós temos que ficar muito mais espertos quanto a isso", destacou o comandante da seleção, que fez a sua primeira competição oficial à frente do time.
| TRAJETÓRIA DOS FINALISTAS |
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| BRASIL |
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| Brasil 30 X 13 México |
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| Chile 22 x 44 Brasil |
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| Brasil 38 x 12 Rep. Dominicana |
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| Brasil 25 x 26 Argentina |
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| ARGENTINA |
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| Argentina 29 x 21 Uruguai |
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| Rep. Dominicana 17 x 24 Argentina |
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| Chile 11 x 34 Argentina |
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| Brasil 25 x 26 Argentina |
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VEJA COMO FOI A FINAL DO PAN |
Em seu primeiro duelo Brasil x Argentina, Morten não identificou uma rivalidade aflorada em quadra, mas observou uma grande evolução das rivais. "Para mim não existiu. Eu não vi nada de briga, foi um jogo legal. É a melhor equipe feminina da história da Argentina. As jogadoras estão melhores, mais altas, mais pesadas, mas eu achava que nós íamos ganhar", lamentou.
A armadora Lucila, de 33 anos, esteve nas outras seis conquistas brasileiras na competição e disse que sentiu que o técnico do Brasil tentou testar a frieza das atletas novatas na decisão. "Eu queria muito ter sido mais utilizada. Joguei apenas os primeiros cinco minutos da final. Eu sei que ele está tentando conhecer este grupo, avaliar as novatas, mas acho que eu podia ter entrado depois."
Com a ampla bagagem de títulos no torneio, Lucila lembrou que a CBHb já deu mais atenção para este torneio em outras oportunidades. "O Pan já foi mais priorizado. Pelo que eu lembro, esta foi a primeira vez que tivemos uma mudança de técnico pouco antes do torneio. Além disso, muitas meninas que estavam fora do Brasil pediram dispensa", argumentou.