Na última edição do Mundial, com uma série de atletas jovens, o Brasil fez uma de suas melhores campanhas na competição. Agora, dois anos depois, com um time pouco mudado, mas mais experiente, a expectativa é ainda maior.
No Cairo, João Derly foi campeão mundial dos meio-leves (66kg), Luciano Corrêa conquistou o bronze nos meio pesados (100 kg) e Leandro Guilheiro ficou em 7º lugar entre os leves (73 kg). No Rio, os três estão de volta à equipe, que conta também com Daniel Hernandes, três vezes 5º colocado no Mundial, e Carlos Honorato, medalhista olímpico e mundial.
"Esse é um time muito igual, em que todos podem surpreender. Todos têm chance de pódio. Estamos entre as cinco potências do mundo", afirma Luciano Corrêa. "O Brasil está provando que tem bons atletas em todas as categorias. Temos três ou quatro nomes em cada peso que podem representar bem o país", completa Honorato.
O treinador do time, Luiz Shinohara, também está otimista: "Se cada um desempenhar o máximo que pode, a gente consegue medalhar em algumas categorias. Tudo depende de chave, mas nossos atletas estão bem preparados".
Do time que começa a lutar nessa quinta-feira, Shinohara destaca o meio médio Tiago Camilo e o meio-leve João Derly como os com mais chance de chegar ao pódio. Os dois foram ao Mundial do Cairo, junto Luciano, João Gabriel Schlittler e Leandro Guilheiro. Hernandes e Honorato participaram de edições anteriores da competição.
O único novato é Breno Alves, que ficou com a vaga após a lesão de Alexandre Lee. "Foi muito de repente. Nem para Mundial Júnior eu fui", conta o paulista de 22 anos. "O Breno tem muito potencial. No Campeonato Paulista desse ano, por exemplo, ele venceu o Denílson Lourenço, que era o reserva imediato do Lee", completa Shinohara.