Sem as veteranas Edinanci Silva ou Danielle Zangrando, coube a uma novata, Érika Miranda, de 20 anos, tentar a primeira medalha para o judô feminino brasileiro no Mundial do Rio. A japonesa Yuka Nishida, porém, foi muito melhor e venceu a decisão do bronze, deixando a mineira em quinto lugar.
A brasileira foi facilmente derrotada, resistindo apenas por um minuto à rival. Já na semifinal Érika não mostrou força. Contra a portuguesa Telma Miranda, nervosa e apreensiva, pouco atacou.
Até a metade da luta, sofreu duas punições, por falta de combatividade, contra uma da portuguesa. No minuto final, os juízes chegaram a cogitar uma punição para Telma, mas não deram. A torcida brasileira reclamou. Érika ainda tentou forçar uma punição para a portuguesa, mas não conseguiu.
A trajetória de Érika até as finais foi brilhante. Nas quartas, ela bateu a canadense Aminata Sall nas quartas-de-final em 54 segundos. O golpe foi um pouco mais lento do que em sua estréia, na qual bateu a eslovena Petra Nareks em 16 segundos.
Sua luta mais difícil foi contra a coreana Kyung Ok Kim, em que precisou dos cinco minutos para vencer por um waza-ari e chegar às quartas-de-final. Nos segundos finais, a brasileira praticamente estava eliminada e conseguiu virar o placar. As duas judocas evitaram o combate desde o início e, em 1min30s, ambas já tinham dois shidos, a punição do judô. A luta se manteve travada e, a um minuto do final, a torcida passou a gritar o nome da mineira.
A coreana conseguiu um koka a 22 segundos do fim e pareceu ter definido a luta. Kim, porém, passou a catimbar a luta. Érika reclamou de um ataque falso a dez segundos do fim e, a sete segundos do gongo, com a pressão em cima dos juízes, recebeu nova punição. Com isso, a brasileira venceu por uma waza-ari (das três punições da coreana) contra um yuko e um koka.
Na semifinal, Érika poderia enfrentar outra brasileira, Fabiane Hukuda, que já defendeu a seleção brasileira e hoje defende a Áustria. Hukuda, porém, foi derrotada pela portuguesa Telma Monteiro.
Entre as outras brasileiras que lutaram até agora, a melhor foi Edinanci Silva, que chegou à final da repescagem, mas acabou em sétimo lugar. Mayra Aguiar foi até as quartas-de-final, mas perdeu duas seguidas. Danielli Yuri perdeu na primeira rodada e não foi à repescagem e Priscila Marques parou na segunda rodada da repescagem.