No Mundial que marcou a primeira vez em que o Brasil brilhou mais do que as potências, o paulista Daniel Hernandes não conseguiu mudar sua história pessoal na competição. Neste domingo, o último brasileiro a competir terminou em quinto lugar na categoria absoluto.
Na decisão da medalha, Daniel começou melhor, mas levou a imobilização e perdeu a luta com pouco mais de dois minutos. É a quarta vez que ele chega à disputa pela medalha de bronze, perdendo sempre. Ele já tinha sido quinto colocado nos mundiais de Birmingham-1999, Munique-2003 e Osaka-2003.
Nos três primeiros dias, o Brasil conquistou três ouros, com João Derly (66 kg), Tiago Camilo (81 kg) e Luciano Corrêa (100 kg), e um bronze, justamente com o titular da categoria de Hernandes, João Gabriel Schlittler (+ 100 kg). Entre as mulheres, o melhor desempenho foi o quinto lugar de Érika Miranda (52 kg).
Na semifinal, Hernandes foi derrotado por Jury Rybak, de Belarus, por ippon com dois minutos. Antes, bateu na estréia o senegalês Bathily Djégoy, mais alto e mais pesado do que ele, por ippon.
Nas oitavas, a vítima foi Movlud Miryev, do Azerbaijão, por ippon no último minuto de luta. Nas quartas-de-final, ele bateu o húngaro Barna Bor por ippon, com dois minutos de luta.
Fora do Pan-Americano, o paulista usava o Mundial do Rio para comprovar que ainda pode ser o titular brasileiro entre os pesos pesados. A temporada de Hernandes foi prejudicada por uma cirurgia no cotovelo, feita em dezembro.
"Achei que em um mês estaria de volta, mas demorou um pouco mais do que isso para ganhar o rtimo. Com isso, a vaga para o Pan não veio, mas cheguei ao Mundial muito bem", garante.