O Brasil quase terminou o Mundial do Rio de Janeiro como o grande campeão do quadro de medalhas da competição. Um dia quase perfeito do Japão, que até então eram a grande decepção do torneio, porém, tirou o posto do time verde-amarelo e manteve os japoneses como os melhores do planeta.
O Japão chegou ao último dia de disputas na Arena Multiuso, em Jacarepaguá, sem nenhuma medalha de ouro. Um trio formado por campeões mundiais e olímpicos, porém, mudou a história.
A primeira a brilhar foi a pequenina Ryoko Tamura Tani. Aos 32 anos, ela conquistou seu sétimo título mundial, somados a duas medalhas de ouro em Olimpíadas. Rápida como sempre, ela venceu na final a Yanet Bermoy. A romena Alina Dimitru e a francesa Frederique Jossinet ficaram com o bronze.
Depois, foi a vez da atual campeã olímpica Maki Tsukada. Após vencer todas as lutas por ippon nas Olimpíadas de Atenas, ela venceu a categoria absoluto no Rio também com perfeição. Na final, ela bateu a eslovena Lucija Polauder. O bronze foi para a francesa Anne Sophie Mondiere e para a russa Elena Ivashchenko.
O último foi o pesado Yasuyki Muneta, que chegou à final com uma responsabilidade: se perdesse, a Japão perderia a coroa. Campeão mundial, ele repetiu o feito no Rio ao bater na final Jury Rybak, de Belarus. O bronze ficou com o francês Mathieu Bataille e com o uzbeque Abdullo Tangriev.
Com isso, o Japão terminou campeão geral da competição, com três ouros, duas pratas e quatro bronzes. O Brasil foi o segundo, com três ouros e um bronze. Em terceiro ficou a França, com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes.