06/05/2008 - 08h12
Espanto de alemão com tamanho de evento mostra isolamento brasileiro
Bruno Doro
Em Belo Horizonte (MG)
O alemão Robert Dumke se espantou com a Copa do Mundo de Belo Horizonte. Acostumado a competições gigantes na Europa, ele estranhou o tamanho reduzido do evento brasileiro, que terminou na última segunda-feira em Minas Gerais.
"Na Europa, cada chave tem 30, 40 atletas. É uma pena ver a competição com tão poucos concorrentes. O torneio precisa crescer e atrair mais competidores", disse o alemão, que também vai treinar em São Paulo, até o final desta semana, ao lado dos times olímpicos de Brasil, França e Itália.
A estranheza do alemão é uma amostra do isolamento brasileiro em relação às potências da modalidade. Mesmo sendo um dos melhores países do judô mundial, os brasileiros competem pouco no exterior - na América do Sul, reinam absolutos. Nesta temporada, por exemplo, serão apenas três etapas de Copa do Mundo na Europa para cada membro do time que vai para Pequim.
Mesmo assim, os estrangeiros não cansam de elogiar o país. Técnico do time olímpico italiano, Luigi Guido diz que a preparação na Copa do Mundo e, principalmente, no treinamento de campo em São Paulo será muito importante para a equipe em preparação para a viagem à China.
"Sabemos que o Brasil é hoje um dos países tops do mundo. Em Pequim, serão perigosos para todos. O Brasil sempre teve bons lutadores e agora estão melhorando a estrutura e colhendo os resultados", elogia Guido.
"O Brasil é uma escola única, que combina o estilo clássico do judô japonês. Eles são os melhores do mundo e a oportunidade de competir e treinar aqui é importante para qualquer judoca", completa Dumke.