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30/08/2009 - 12h33

Única campeã olímpica a vencer na Holanda, chinesa ganha seu 5º Mundial

Bruno Doro
Em Roterdã (Holanda)
A chinesa Wen Tong precisou apenas de oito minutos em cima do tatame para mostrar que é judoca mais dominante do planeta atualmente. Campeã olímpica em Pequim-2008, ela foi a única a conquistar ouro no torneio Chinês e no Mundial de Roterdã, que terminou neste dominfo na Holanda.

Bas Czerwinski/AP
A chinesa Wen Tong comemora a medalha de ouro no Mundial disputado em Roterdã
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Sem rivais, ela venceu suas cinco lutas por ippon e em duas delas, não precisou nem de 20 segundos para isso. Contra Rania El Kilali, do Marrocos, ela venceu em seis segundos. Contra Gulsah Kocaturk, da Turquia, foram 12 segundos. No total, fez cinco lutas que duraram 8min06 somadas.

"Eu conquistei muito no esporte até agora, mas sempre que subo no tatame, sinto que tenho algo a provar. Eu me senti confortável em todas as lutas que fiz, me senti forte. E a força é a beleza do judô", afirmou a chinesa.

Foi seu quinto título mundial (dois deles na categoria absoluto, sem limite de peso) e décimo primeiro lugar em competições do circuito internacional consecutivo. Sua última derrota foi em fevereiro de 2007, quando foi superada pela francesa Eva Bisseni na Super Copa do Mundo de Hamburgo, na Alemanha.

O segundo lugar dos pesados na Holanda ficou com a britânica Karina Bryant. Os bronzes, com a cubana Idalis Boucurt e com a japonesa Maki Tsukada.

Entre os homens, o destaque do dia foi o jovem Teddy Riner, gigante francês de 20 anos. Após decepcionar nas Olimpíadas de Pequim, em que ficou com o bronze, ele defendeu com sucesso seu título mundial de 2007 - conquistado aos 18 anos, o mais jovem campeão mundial da história. Só Riner, Tong e o sul-coreano Ki-Chun Wang foram campeões em 2007 e 2009.

Com um torneio perfeito, ele terminou com o bicampeonato. "Quando o torneio começou, eu estava questionando minha capacidade de vencer. Mas fiz cada luta como se fosse a última e deu certo", disse Riner.

A prata foi para o cubano Oscar Bryson e os bronzes, para o lituano Marius Paskevicius e para o uzbeque Abdullo Tangriev. Nos meio-pesados, o ouro foi para Maxim Rakov, do Cazaquistão, e a prata para Henk Grol, da Holanda. Os bronzes ficaram com Takamasa Anai, do Japão, e Ramadam Darwish, do Egito.

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